Douglas Scheibler, CEO da BIMachine. Foto: divulgação.

Mais do que um termo da moda, data driven é uma realidade para muitas empresas. E, em breve, será uma realidade para todas elas – pelo menos, para todas as que quiserem se manter competitivas.

Negócios orientados ou guiados por dados têm melhor potencial de aproveitar as informações para alimentar estratégias, embasar decisões e direcionar ações assertivas, que tragam, efetivamente, resultados positivos.  

Em suma, ser data driven é usar a captação de dados, seja de clientes, parceiros, fornecedores, mercado e eteceteras, para criar soluções que levem processos de todas as áreas – produção, comercial, controladoria, pós-venda, marketing e outras – a um estado embasado em inteligência estratégica capaz de alavancar ações e gerar uma gestão geral mais robusta, com o pilar das métricas e indicadores para acompanhar, ponto a ponto, tempo a tempo, o quadro real do negócio, os patamares que podem ser atingidos e o que fazer para chegar neles.

Não à toa, muitos já se deram conta disso: dados do Gartner indicam que 86% dos executivos das maiores empresas do mundo colocam os dados e estratégia de analytics como prioridade em seus negócios para os próximos anos.

Outro estudo, da McKinsey, mostra que as companhias que ainda não realizaram estas mudanças correm o risco de ficarem para trás, dada a entrada de novos competidores do mercado, que já contam com o analytics em seu DNA e rapidamente estão crescendo no mercado.

Contudo, esta mudança de paradigmas passa também por um processo cultural, que transforma processos e os profissionais de toda organização. Vivemos a criação de um novo modelo de trabalho em que os dados estão ao alcance de todos, e as decisões são estruturadas em cima deste "mar" de informação que as empresas geram e coletam todos os dias.

As empresas que têm sucesso em sua estratégia data-driven sustentam uma cultura colaborativa, focada no compartilhamento de informações e em resultados.

Seus líderes confiam nos dados e são movidos por um princípio de governança operacional. Por sua vez, as ferramentas tecnológicas têm a responsabilidade de garantir a qualidade dos dados, assim como entregar um analytics sólido e ágil.

De acordo com a McKinsey, os ganhos desta transformação são inegáveis: segundo pesquisa de 2018, realizada junto a empresas que adotaram práticas data-driven, 41% delas descobriram novas fontes de dados úteis para a organização, que nem eram conhecidas.

Além disso, 40% dos negócios aperfeiçoaram seu core business com base em decisões orientadas por dados.

E aí, convencido sobre como adotar uma cultura data-driven pode revolucionar sua empresa? Agora precisa de algumas dicas para começar? Deixa que a gente te ajuda - com alguns passos (e elementos) importantes:

1) Pessoas

É necessário que existam pessoas especializadas no assunto dentro da empresa, afinal, é um assunto complexo. As empresas devem apostar na contratação de um CDO (Chief Data Officer), um dos mais importantes para implementação dessa mudança.

Além dele, é necessário ter dentro das empresas mais perfis como o cientista de dados (trabalha na união entre matemática, negócios e sistemas de informação).

A chave para uma cultura data-driven efetiva é o relacionamento: crie um ambiente de colaboração e comunicação entre as equipes de negócio e o time de TI, para que todos se alinhem em favor do mesmo objetivo: criar melhores processos de negócio.

2) Processos

A principal operação das empresas data driven é o trabalho integrado dos dados obtidos. Traduzindo: isso significa que as informações não são armazenadas individualmente para cada funcionário, e sim disponibilizadas na nuvem para todos da empresa, agilizando o processo por um todo.

3) Dados

É o pilar que sustenta toda a estratégia. Sem dados organizados, acessíveis e consolidados, seu plano de ser data-driven pode começar com o pé esquerdo. Estabeleça mecanismos sólidos de integração e utilize ferramentas robustas para que todos os colaboradores tenham acesso aos mesmos dados, se possível em tempo real.

4) Autonomia

Do marketing às vendas, até o chão da fábrica, cada time de sua empresa precisa de ferramentas ágeis para acessar os dados de forma simplificada e que faça sentido para seu departamento.

Para isso, conte com ferramentas tecnológicas que tragam painéis altamente informativos (dashboards) e customizáveis, empreguem recursos de automação e inteligência como machine learning, e sejam também capazes de mostrar "cenários" a partir dos dados, criando contextos e narrativas para a melhor tomada de decisão.

Criar uma estratégia data-driven consiste em colocar mais poder na mão de seu colaborador, sustentando suas decisões com dados.

5) Tecnologia

À medida que as empresas amadurecem do ponto de vista de analytics, contar com uma plataforma robusta que sustente esta transformação é essencial. A estratégia depende de uma solução que fortaleça esta colaboração e torne mais fáceis as atribuições de cada funcionário.

Contar com a tecnologia certa impacta desde os processos diários de análise como também na governança destes dados, o que é fundamental para a sustentabilidade do negócio a longo prazo. É por essa e por outras que ter o parceiro tecnológico certo conta muito.

Começar o processo de jornada a uma cultura data-driven pode ser intimidador - é uma mudança e tanto para qualquer negócio. Entretanto, nunca existiram tantas oportunidades para você conhecer a fundo a sua empresa, criando modelos em que a gestão dela pode ser mais precisa e eficiente. Bastar dar os primeiros passos. Então, você está pronto para se tornar uma empresa data driven?

*Por Douglas Scheibler, CEO da BIMachine.