Programa não obriga que os trabalhadores sigam no Starbucks após a formatura.

No mês de junho, a rede de cafeterias Starbucks anunciou que pagaria as mensalidades de universidade para qualquer um dos 135 mil funcionários da empresa nos Estados Unidos. Os colaboradores tem o benefício ao cursarem um das mais de 40 graduações oferecidas no modelo online pela Arizona State University.

O movimento pode influenciar a permanência dos funcionários na empresa, já que a rotatividade dos contratados para atendimento nas cafeterias é de 100% ao longo de um ano e cerca de 70% deles são universitários ou jovens que desejam entrar numa universidade.

No entanto, o programa não obriga que os trabalhadores sigam no Starbucks após a formatura na universidade.

A empresa vai pagar pelos anos “junior” e “senior” de funcionários que trabalham pelo menos 20 horas por semana. Os alunos serão reembolsados ​​cada vez que completarem 21 créditos.

Segundo o InsideHigherEd, um crédito online na Arizona State University geralmente custa entre US$ 480 e US$ 543. Isso significa que os alunos têm de encontrar uma maneira de cobrir, no mínimo, US$ 10 mil em custos de aula durante um período de 18 meses antes da Starbucks reembolsá-los.

Calouros e alunos do segundo ano, definidos como os alunos com menos créditos, não serão elegíveis para reembolso, mas podem receber bolsas parciais da universidade. Até então, os alunos vão pagar não mais do que 78% do custo de matrícula padrão. 

O Starbucks vai pagar a Arizona State US$ 2,960,900 para a realização do programa. A universidade vai gastar $2,038,100 desse fundo para contratar funcionários para admissões, aconselhamento, avaliação de crédito e serviços de inscrição, enquanto os restantes $922,800 financiarão investimentos em equipamentos e infra-estrutura. 

A parceria será executada, inicialmente, por quatro anos.

A rede de cafeterias é formada por quase 13 mil unidades nos Estados Unidos.