Sandra Heck.

Sandra Heck saiu da Sonda, companhia onde liderava desde fevereiro o projeto de implementação de um sistema de gestão da SAP da CEEE, estatal de energia do Rio Grande do Sul.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada pela Sonda.

O contrato da Sonda com a CEEE para implantação do ERP, além de um upgrade tecnológico geral,  foi assinado em julho do ano passado, com um valor total de R$ 130 milhões.

Estão envolvidos 200 profissionais da Sonda IT e da CEEE. A meta, divulgada na assinatura do contrato, é ter as soluções implantadas até novembro desse ano.

A pressão parece ser grande. Sandra, a terceira profissional a passar pelo comando do projeto, é uma executiva experiente, com 15 anos de experiência com tecnologias SAP e experiência no setor elétrico por uma passagem de mais de uma década na AES Sul, outra concessionária gaúcha de energia elétrica.

O projeto é de grande importância tanto para a Sonda como a CEEE. 

A estatal gaúcha iniciou o processo de licitação ainda em abril de 2012 e buscou recursos para bancar o projeto junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Agência Francesa de Desenvolvimento.

A expectativa é que os novos sistemas permitam um salto de qualidade para a CEEE, livrando a TI do peso de atualizar internamente o Synergia, adquirido da chilena Synapsis e implantado no final de 1999.

As tecnologias da SAP dominam o setor elétrico brasileiro. De acordo com a multinacional alemã,  mais de 80% de mercado das empresas de utilities no Brasil é cliente SAP. 

A lista inclui o Grupo CPFL, o maior player do setor no Brasil, controlador da RGE, além de clientes como Copel, Cemig, Light, Itaipu, Eletronorte e Furnas.

Já a Sonda tem na CEEE o seu maior projeto já feito no setor elétrico, potencialmente a vitrine da Sonda Utilities, divisão focada no segmento da companhia.

A empresa começou a apostar na área em 2012, com aquisição da  Elucid, especializada em TI para companhias de distribuição, transmissão e geração de energia, saneamento e gás com faturamento de R$ 123 milhões em 2011.

O forte da Elucid, no entanto, é a área de biling, o que é apenas um pedaço da equação na CEEE.