A Equifax pagará até US$ 20 mil para vítimas com despesas documentadas relacionadas à violação. Foto: Pexels.

Quase dois anos após o vazamento de dados da Equifax ter sido anunciado, a empresa pagará até US$ 700 milhões em acordo com agências federais e com os 50 estados e territórios americanos. A informação foi oficializada pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos.

O acordo é o maior já fechado em casos de violação de dados e ainda requer aprovação do tribunal.

A Equifax será obrigada a pagar um valor entre US$ 300 milhões e US$ 425 milhões. O restante do valor virá do fornecimento de serviços gratuitos de monitoramento de crédito para as vítimas da violação.

"Esse acordo abrangente é um passo positivo para os consumidores norte-americanos e para a Equifax, que segue em frente após o incidente de cibersegurança de 2017 e concentra os investimentos de transformação em tecnologia e segurança como uma empresa líder em dados, análises e tecnologia", diz Mark Begor, CEO da Equifax. 

As vítimas poderão reivindicar até 10 anos de serviços gratuitos de monitoramento de crédito para adultos e até 18 anos para vítimas que eram menores em maio de 2017 (aqueles que já possuem monitoramento de crédito podem optar por um pagamento de US$ 125). 

A Equifax também pagará até US$ 20 mil para compensar as despesas documentadas relacionadas à violação, incluindo o tempo gasto pelas vítimas com fraude ou roubo.

O acordo também exige que a Equifax revise seus protocolos de segurança para evitar que um incidente semelhante ocorra no futuro.

Em 2017, o vazamento da Equifax afetou cerca de 147 milhões de consumidores americanos. Na época, a violação expôs nomes completos, números de seguro social, datas de nascimento, endereços e números de carteiras de motorista.