Existem diferenças regionais na infraestrutura TIC disponível nas unidades. Foto: Altemar Alcantara/Semcom.

A pesquisa TIC Saúde 2019, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), revelou que 3,5 mil Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 9% do total no Brasil, não possuem um computador sequer e 18% não contam com acesso à internet. 

De acordo com o site Tele Síntese, o estudo foi realizado por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Entre os postos de saúde que estão conectados no Brasil, 78% contam com sistemas de registro eletrônico de informação de pacientes, um aumento de 9 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

A pesquisa aponta que houve um avanço na forma como as informações sobre os pacientes são armazenadas nesses estabelecimentos. 

O percentual de unidades que mantêm registros apenas em papel se reduziu, enquanto o das que mantêm os registros tanto em papel quanto em formato eletrônico aumentou para 59% em 2019, contra 35% no ano anterior.

Apesar do avanço, apenas 23% disponibilizam agendamento de consultas pela internet, 20%, a marcação de exames e 22% oferecem a visualização de resultados on-line.

“Isso é bastante relevante em um momento em que enfrentamos a pandemia Covid-19 e precisamos, mais do que nunca, que esses estabelecimentos estejam informatizados e conectados, de forma que possam contribuir com informações atualizadas para o controle e combate à doença”, pontuou Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, ao Tele Síntese.

Quando considerado o conjunto total de estabelecimentos de saúde entrevistados pela TIC Saúde 2019, 92% dos locais públicos tinham computador no ano passado e 85% possuíam acesso à internet, enquanto 100% dos privados declararam ter acesso à rede.

O estudo também mostrou que ainda existem diferenças regionais na infraestrutura TIC disponível nos estabelecimentos.

A presença de computadores e conexão é maior nos estabelecimentos da região Sul do Brasil, onde 98% têm computador e 98%, acesso à internet. Em seguida vem o Centro-Oeste, onde 97% têm dispositivos e 95%, acesso à rede.

No Sudeste, 96% possuem computador e 95%, acesso à internet. Já nas regiões Norte e Nordeste, 92% e 90% fazem uso de PCs e 82% e 83% possuem conexão. 

Ainda de acordo com a publicação, os serviços on-line mais disponibilizados aos pacientes foram agendamento de consultas (24%), agendamento de exames (23%) e visualização de resultados (27%). 

Neste indicador, destacam-se os estabelecimentos de serviço e apoio à diagnose e terapia, dos quais 39% disponibilizavam agendamento de exames e 60% permitiam a visualização de resultados de exames via internet.