Duffaut: nossa oferta para pequenas está deste tamanho! Foto: Baguete

Foi-se o tempo em que para a SAP, o segmento SMB era sinônimo da oferta do Business One, versão de seu todo poderoso ERP ao alcance de clientes de pequeno e médio porte.

No caminho para transformar-se de uma empresa vista como fornecedora de ERP - ou sequer de software - em um provedor de plataformas de negócios, a companhia lança o Hana, estrela do portfólio desde 2010, em opções para pequenas e médias empresas.

Lançamento que já faz sucesso: recentemente, seis clientes aderiram à novidade, três deles no Panamá, outros três no México, onde a SAP realiza seu Partner Summit da terça-feira, 21, à sexta, 24.

EM TIME QUE ESTÁ GANHANDO...
A nova oferta não abandona a tradição: “Adivinhe qual a primeira aplicação analítica powered by Hana? O SAP B1”, brinca Eric Duffaut, presidente global e líder de Ecosistema e Canais da multi alemã.

Oferta integrada, público garantido. Integrado ao ERP light, o Hana para menores cabe na mesma faixa de clientes do sistema de gestão – pequenas que faturam até R$ 100 milhões ao ano e médias na casa de R$ 100 a R$ 300 milhões.

E o que ganha um usuário de B1 que “powerizar” seu ERP com Hana? Duffaut resume: “Big data não é exclusividade de big companies, toda empresa hoje lida com altos volumes de dados. Com Hana, os trata na velocidade do som. É competitividade”, sintetiza.

Já Emilio Mariño, VP de Ecossistema e Canais da SAP, destaca a importância dos canais na estratégia de crescimento do Hana em verticais.

“No primeiro semestre deste ano, 34% da receita veio de vendas indiretas, globalmente. Na América Latina, este índice é de 37%, e o queremos ampliar com um novo programa de canais”, explica Mariño. “Se você tentar fazer tudo, certamente irá falhar. Quem conhece o mercado, o segmento, o cliente a que atende, é o canal, e por isso vamos dar a eles poder, com especializações em todas as nossas verticais”, completa.

Tais capacitações passam por Business Analytics, cloud computing, in memoory computing, database, mobilidade e aplicações.

WIN WIN
Já iniciado, o programa de canais prevê ampliação do apoio em marketing, pré e pós venda, mas principalmente prevê autonomia ao parceiro.

“Queremos que nosso canal tenha seus próprios canais. Vamos apoiá-lo como for necessário para isso”, explica Mariño. “É mais ganho para ele, mais opções para os clientes. Mais receita e mais clientes para eles e para SAP”, acrescenta.

SEM COMPARAÇÃO
Conforme Duffaut, o Hana não é pode ser comparado a soluções de concorrentes, como a Oracle, com seu Exadata.
Ambas plataformas atuam combinam hardware, armazenamento, sistema operacional, software de gerenciamento e busca de dados in-memory, com recursos para análise de big data.

Mas o Hana é melhor – garante não só o presidente, como também o CMO de Marketing Global da SAP, Jonathan Becher.

“O Hana combina o poder do in memory computing com tecnologias de data base em velocidade e performance sem igual. Quem o tem faz tudo, e tudo muito mais rápido. Se você usa Hana, você faz coisas que ninguém mais faz”, afirma o CMO.

AMBICIOSA
A SAP projeta chegar a € 20 bilhões de receita até 2015.

Para tanto, a aposta passa pelo incremento do portfólio no esquema de co-inovação projetado em seu programa de parcerias, que já agregou, por exemplo, 600 novas funcionalidades ao All in One, 350 às soluções para indústrias específicas, 100 às aplicações de Analytics e 250 às da linha mobile – tudo abrigável no guarda chuva do Hana.

“Com o novo programa, facilitamos o desenvolvimento de aplicações, queremos a contribuição de quem acompanha o cliente e conhece suas demandas. Até 2015, pretendemos aumentar em 40% a receita dos parceiros”, destaca Mariño.

Gláucia Civa cobre o SAP Partner Summit, em Cancun, a convite da SAP.