Serviço online para passagens de ônibus leva aporte. Foto: Shutterstock.

A brasileira ClickBus, portal global de vendas de passagens de ônibus, divulgou o recebimento de um investimento de US$ 10 milhões para expandir as operações da companhia, com foco no Oriente Médio e Ásia.

O aporte foi realizado pelas empresas Latin America Internet Group, Tengelmann Ventures, Holtzbrinck Ventures e Rocket Internet. A rodada de investimento coincide com o aniversário de um ano da empresa e a expansão para Turquia e Paquistão, que se juntam a países como Brasil, México, Alemanha, Polônia e Tailândia.

Atualmente a ClickBus possui parceria com mais de 180 empresas de ônibus, oferecendo viagens para mais de 8 mil destinos em 7 países. Desde o lançamento em agosto do ano passado, a plataforma já ajudou mais de 400 mil pessoas a realizar viagens globalmente. A expectativa da empresa é chegar a um milhão de passagens vendidas até o final do ano.

Segundo Fernando Prado, co-fundador da ClickBus, o objetivo da empresa é fortalecer a indústria de viagens rodoviárias em todo o mundo, migrando do mundo online para uma plataforma de vendas que pode ser usada também off-line.

"Ao permitir aos passageiros compararem e comprarem passagens de ônibus online, a ClickBus vai seguir o exemplo das companhias aéreas e, eventualmente, ter a maior parte de suas vendas pela internet,” afirma Prado.

Entre os planos de expansão, a empresa prevê o lançcamento de apps para iOS e Android, investindo em levar um mercado majoritariamente off-line para plataformas na web.

"Nosso objetivo é seguir rumo a esses setores para liderar a mudança na indústria de viagens rodoviárias, do off-line para o online”, também co-fundador da ClickBus.

No caso do Brasil, as viagens de ônibus representam 120 milhões de passageiros por ano e menos de 5% das passagens de ônibus são vendidas pela internet.

A Turquia foi escolhida devido ao seu grande e desenvolvido mercado, além do alto engajamento da internet. O Paquistão foi escolhido por conta do aumento dos preços das passagens de avião e por não existir nenhum serviço desse ramo para uma população de 180 milhões de pessoas.