Locaweb quer mais clientes grandes. Foto: divulgação.

A Locaweb, fornecedora nacional de serviços de TI, está empenhada em levar suas ofertas para clientes maiores, investindo na criação de uma unidade de negócios corporativos para grandes companhias.

Segundo destaca o Valor, a empresa investiu cerca de R$ 40 milhões nos últimos dois anos, entre ampliações e contratações para criar a Locaweb Soluções Corporativas. O objetivo da empresa é é ter uma oferta direcionada à consultoria, com projetos elaborados sob medida para as demandas dos clientes.

O plano da companhia é que, até o final do ano, a nova unidade já represente 25% dos negócios da Locaweb. A empresa espera que até 2018, ela chegue a metade ou se torne a principal geradora de faturamento da empresa.

Acostumada a atender à demanda de empresas de menor porte e de consumidores residenciais, a nova divisão tem um posicionamento bem diferentedo modelo atual, no qual o usuário contrata ofertas pré-definidas pela internet.

"Saímos um pouco da infraestrutura para olhar para o negócio do cliente", disse Alexandre Glikas, diretor comercial da companhia, ao jornal.

A nova unidade conta com cerca de 140 profissionais, assim como uma identidade visual diferente, com cor preta em vez do tradicional vermelho usado tradicionalmente pela Locaweb.

O plano da empresa ao elevar seu jogo no mercado de centro de dados é abocanhar uma fatia maior de um bolo que valeu cerca de US$ 1,6 bilhão em 2012 e pode bater na casa dos US$ 2,8 bilhões em 2018.

Entretanto, a competição é difícil. Na corrida, estão empresas como Tivit, Alog Equinix e UOL Diveo, isso sem contar peixes ainda maiores, como as multinacionais de serviço de nuvem, como AWS, Microsoft e IBM.

Entretanto, para quem tem data center no Brasil, uma notícia boa. Uma determinação da Receita Federal prevê que serviços de centros de dados contratados por empresas brasileiras fora do Brasil tenha tributação diferenciada, aumentando o preço deste tipo de produto.

"O mercado está agitado, com demanda por performance cada vez maior, o que tem atraído investimentos", disse Pietro Delai, analista da IDC.

Outras empresas nacionais também investiram pesado para atrair clientes grandes do corporativo. O UOl comprou em 2010 a Diveo, em um negócio de R$ 693,5 milhões, e ainda luta para consolidar seu nome no mercado.

Em reportagem realizada pelo Baguete em maio deste ano, fontes afirmaram que o UOL Diveo enfrenta um momento complicado, no qual compete com adversários poderosos em duas frentes diferentes.

Por um lado, o mercado nacional de hospedagem corporativa se sofisticou bastante desde 2010, com a chegada de novos players como Ascenty, a capitalização por meio de fundos de outras companinhas como a Alog e a chegada em peso do bicho papão da Amazon Web Services.