Maxxi Econômica investe na NFC-e. Foto: Baguete.

A Maxxi Econômica, rede de farmácias com cerca de cem lojas no Rio Grande do Sul, está implantando em suas unidades o uso da Nota Fiscal Eletrônica para consumidor (NFC-e).

Em um projeto desenvolvido internamente pela equipe de TI da empresa, foi implantada esta semana, em uma das unidades da rede em Novo Hamburgo, o primeiro ponto de venda a usar o meio eletrônico de emissão de notas fiscais.

Para os próximos meses, a ideia da empresa é gradualmente levar a novidade para as outras filiais. Até novembro, o plano é que cada loja tenha ao menos um PDV com NFC-e.

Com a medida, a rede gaúcha acompanha o exemplo da Panvel, que no ano passado fez parte do grupo de empresas-piloto (ao lado da Paquetá e outras), que experimentaram o modelo de NFC-e, antes do lançamento oficial realizado em novembro.

Segundo o diretor de TI da Maxxi Econômica, Diogo Santos, a expectativa da companhia é economizar, em cada loja, cerca de R$ 1 mil ao mês em gastos com equipamentos fiscais. Em um ano, isso dá cerca de R$ 1,2 milhão.

Para as próximas filiais da companhia, o plano já é inaugurá-las com sistemas 100% integrados à Secretaria da Fazendo, realizando a autenticação das notas fiscais eletrônicas no ato.

"Abriremos duas filias nos próximos trinta dias, uma em Tramandaí e outra em São Sebastião do Caí. Ambas delas já estarão com sua estrutura totalmente com uso de NFC-e", destacou Santos.

A empresa não divulgou valores sobre o investimento na mudança para o novo modelo de nota fiscal. De acordo com o diretor de TI, a visão da empresa não está no valor investido, mas sim na economia que o uso da NFC-e pode trazer.

Conforme o executivo, atualmente a empresa conta com cerca de trezentos pontos de venda em suas lojas, usando impressoras fiscais homologadas. Mudando para o meio eletrônica, as impressoras fiscais podem ser substituídas por modelos mais baratos.

"Para substituir metade do parque de impressoras nas lojas, no modelo atual, gastaria cerca de R$ 300 mil reais. Implantando a NFC-C, com cerca de R$ 200 mil posso atualizar todo o equipamento nas lojas", avalia o gestor.

Explicando melhor, com o uso da NFC-e, a homologação e contabilização das notas fiscais junto ao fisco deixa de ocorrer no equipamento físico para ser feito em tempo real via web, em conexão direta com os sistemas da Secretaria Estadual da Fazenda.

"Com essa digitalização da nota, posso inclusive deixar para o cliente se ele quer a nota em papel ou receber via e-mail", completa Santos.

Com esta mudança, Santos avalia que a empresa pode investir mais em novos pontos de venda ou em novas formas de atendimento. O uso de mobilidade dentro das lojas é uma proposta para o futuro.

"Atualmente, em nossas farmácias, o cliente passa por dois atendentes: um para pedir o produto e o caixa, para efetuar o pagamento. Com o novo sistema, estas duas funções podem ser feita por uma pessoa. Por exemplo, em vez de ter três atendentes e um caixa, podemos ter quatro atendentes que também são caixas", explica o diretor de TI.

Entretanto, para o gestor, o plano é tocar adiante a implantação do novo sistema nas lojas da rede. Até o final de 2015, a estimativa é que toda a estrutura da companhia emita notas pelo meio eletrônico.

"Estamos focados em primeiro fazermos esta transição. Assim que tudo estiver 100%, será hora de usar isso de forma eficiente dentro dos processos na loja", avalia Santos.

No mercado desde 1987, quando foi fundada em Canoas, a Maxxi Econômica nasceu de uma cisão societária na Farmácias Mais Econômica, que em 2008 foi adquirida pelo grupo nacional Brasil Pharma.