GVT não muda plano por conta de venda. Foto: divulgação.

A GVT está em vias de se tornar uma controlada da Telefônica, saindo das mãos da francesa Vivendi. Entretanto, apesar da troca de dono, a empresa não deve alterar seus planos de investimento no Brasil, que prevê gastos de R$ 2 bilhões em 2015.

Conforme destacou o vice-presidente de marketing e qualidade da GVT, Ricardo Sanfelice, ao jornal Valor, a empresa não vê mudanças em seu planejamento com a venda, que deve ser concluída no início de 2015.

Em setembro, a Vivendi concluiu um acordo para vender a telecom brasileira para a espanhola Telefónica por dinheiro e ações no valor de cerca de R$ 22 bilhões.

Segundo a companhia, o foco é na expansão da rede de fibra óptica. Para Sanfelice, o momento é propício para isso, com a redução dos custos de implantação dos cabos ópticos em relação ao tradicional cobre. Segundo o executivo, o objetivo é levar em breve conexões totalmente em fibra até o consumidor.

Atualmente, fios de cobre ainda são utilizados nos trechos finais dos armários telefônicos (que guardam as portas de conexão de cada cliente) até as residências - a chamada "última milha".

"O preço da fibra era o triplo do cobrado pelo cobre, há três anos, mas hoje se igualou e ficou bom", disse Sanfelice.

Araraquara, no interior de São Paulo, já conta com uma rede da GVT totalmente de fibra. O plano é levar esta configuração para as 156 localidades onde a GVT já está presente.

Para Sanfelice, a prioridade no momento é crescer sua participação e aperfeiçoar serviço em cidades onde a companhia já tem cobertura, sem planos imediatos de expansão terriorial. Em 2014, a empresa abriu redes em apenas seis novas cidades.