Aldo Mees.

A IPM, empresa de Florianópolis de softwares para gestão pública, migrou as prefeituras de Tubarão, Palhoça e Rio do Sul, usuárias das soluções da concorrente Betha, de Criciúma, para o seu software em nuvem, o Atende.Net.

As três prefeituras tem um porte similar, sendo Palhoça, com 137 mil habitantes, a maior delas, e Rio do Sul, com 64 mil, a menor. Tubarão tem 102 mil habitantes.

As migrações são parte de um grupo de 12 prefeituras que migraram suas soluções de gestão para a nuvem nesse primeiro semestre. 

Além das três mencionadas, entraram no grupo também Ibirama, Ituporanga, Colombo, Guaíra, Santa Helena, Rio das Antas, Doutor Pedrinho, Farol e Campo Largo. 

Lançada no começo de 2013, o Atende.net recebeu um investimento R$ 15 milhões ao longo de cinco anos de desenvolvimento. 

Na época, a IPM afirmou que se tratava da primeira solução em nuvem focada no mercado de administração pública.

As soluções podem ser oferecidas em um data center construído em Curitiba – outro estava nos planos em Rio do Sul, onde a empresa mantém sua fábrica de software – ou hospedadas na infra dos clientes.

Parte do atrativo de contratar serviços em cloud nesse mercado é o corte de  custos com infraestrutura de TI, o que pode ser atrativo para prefeituras com problemas de caixa.

“O software, por ser o primeiro a utilizar tecnologia cloud computing neste mercado, está se tornando referência, pela economia, mobilidade e segurança dos dados”, afirma o diretor-presidente da IPM, Aldo Luiz Mees.

A IPM não abre faturamento, apenas que cresce em média 30% ao ano, tem cerca de 300 funcionários e cerca de 300 prefeituras e órgãos públicos atendidos.

A Betha é outra empresa de porte no especializado ramo de ERP para gestão pública. A empresa tem cerca de quatro mil clientes em 800 municípios e projetava um faturamento de R$ 57 milhões em 2014.