CHEGADA

Startup russa de no code aposta no Brasil

22/10/2021 09:19

Empresa oferece integrações com plataformas locais e presença nacional.

Elena Senik.

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A Albato, uma startup russa dona de uma plataforma para integração de sistemas sem desenvolvimento de código, está apostando no Brasil, onde fez um investimento de US$ 1 milhão para entrar no mercado nacional.

A companhia, fundada em 2018 em Moscou, tem 1,5 mil clientes hoje, concentrados na Rússia e países vizinhos como Ucrânia, Cazaquistão e Bielorrússia. O mercado brasileiro é a primeira grande aposta internacional da empresa.

Parte do capital para abrir no Brasil veio dos fundadores Borzo, uma outra startup russa, essa no segmento de entregas rápidas, no qual atua em oito capitais brasileiras com 40 mil entregadores cadastrados.

A Albato fez o seu dever de casa para entrar no mercado brasileiro, disponibilizando a integração sem necessidade de desenvolvimento de software (o que se chama no jargão de no code) de plataformas populares como o sistema de automação de marketing RD Station, a plataforma de reclamações ReclameAqui, a iFood, o serviço de criação de sites Wix, os sistemas de gestão na nuvem Omie e ContaAzul e, é claro, as entregas da Borzo.

Além disso, a Albato oferece integração com os produtos internacionais populares no mercado brasileiro como Zoom, SalesForce, TikTok e AliExpress etc.

A head Brasil da Albato será Elena Senik, uma executiva russa que já tem uma década no país, tendo fundado em 2017 a Umbô, uma startup de robôs de atendimento.

“Estamos formando uma equipe responsável pelo desenvolvimento do negócio no Brasil e em toda a região da América Latina. Os investimentos desta rodada serão usados para expandir a atuação e o desenvolvimento do produto, além de aumentar o número de usuários e contratar especialistas-chave”, explica Senik. 

De acordo com Senik, a Albato está apostando no país pela combinação do grande crescimento de plataformas digitais com um cenário de falta de mão de obra de desenvolvedores.

“Este cenário está afetando particularmente as pequenas empresas devido ao crescimento significativo dos preços de serviços de programação ao longo dos últimos anos”, afirma a diretora.

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