Cisco aprofundou a parceria com a Oi. Foto: Gil C / Shutterstock

A Oi fechou um acordo com a Cisco para oferecer no mercado brasileiro um serviço de filtragem de conteúdo na internet baseado em tecnologia da multinacional americana.

Em nota, a operadora brasileira não informa exatamente qual é o produto Cisco que será vendido, apenas que o foco é proteger empresas e gerir as permissões dos usuários da rede.

O acordo acontece dois meses depois da Oi e a Portugal Telecom passarem a integrar o programa Intercloud, rede mundial de nuvens interligadas desenvolvida pela Cisco.

Com a iniciativa, as operadoras integrarão seus data centers, dentro e fora do Brasil, incluindo o recente centro inaugurado em Covilhã, em Portugal. 

No total, o programa Intercloud já soma mais de trinta empresas participantes, somando mais de 250 data centers em 50 países e favorece o plano da Cisco de atender às exigências de seus clientes para uma plataforma em nuvem híbrida distribuída mundialmente.

Mas a estratégia da Oi para se tornar um player relevante no segmento de corporativa não se limita à Cisco.

Nos últimos meses, a Oi vem montando um porfólio de serviços disponíveis no seu serviço de cloud, batizado de Oi Smart Cloud, lançada pela companhia em fevereiro de 2012 a um custo de R$ 30 milhões.

Já são oferecidos os softwares de e-mail, Sharepoint e  SQL Server 2012 da Microsoft na nuvem, além de soluções de TEF nas nuvens e gestão de trabalho home office que ou foram desenvolvidas internamente ou cujos parceiros não tiveram nomes divulgados.

No começo de 2013, a Oi firmou uma parceria com a Go2Next, empresa paulista especializada em serviços de computação em nuvem, visando adicionar um toque consultivo à sua oferta.

Na nota sobre a parceria com a Cisco, a Oi disse que 10% da sua carteira de clientes corporativos já é cliente de serviços de TI e que pretende crescer nesse mercado ao dobro da taxa média entre 2013 e 2015, sem revelar qual é a carteira total de clientes corporativos ou que média de mercado está falando.

No terceiro trimestre, as ofertas de datacenter, cloud e TI da companhia para o segmento B2B apresentaram um crescimento anual de 25%, informa a empresa, sem abrir números. 

Em fevereiro, a empresa havia divulgado que mais de 200 clientes já usavam a plataforma Oi Smart Cloud. 

Em março de 2013, executivos da Oi disseram ao Valor Econômico que 20 grandes empresas usavam os serviços de cloud da operadora e que a meta era chegar a R$ 100 milhões em novos contratos até dezembro daquele ano.

Em termos de posicionamento no mercado, o desafio da Oi e das demais players de telecom, que entraram em peso no mercado de TI nos últimos anos, é ganhar uma massa crítica de clientes que permita superar a desconfiança dos CIOs em relação à sua capacidade de prover serviços de qualidade.

De acordo com um estudo da Frost & Sullivan com 121 diretores de tecnologia de médias e grandes empresas do país, as telcos ficam na lanterninha quando o assunto é cloud.

As teles detém a confiança de apenas 30% dos entrevistados – enquanto 20%, um em cada cinco, sustentou que não confia no serviço fornecido pelas operadoras. 

A liderança do ranking é das fornecedores do ramo especializado em datacenters, preferidos por 70% dos entrevistados.