A americana Boeing está em fase de negociação com a Embraer. Foto: Divulgação.

A americana Boeing está em fase de negociação com a Embraer para promover uma fusão entre as empresas.

As opções em discussão incluem uma joint-venture que permitiria que as empresas compartilhassem fornecedores e oferecessem vendas cruzadas de suas linhas complementares de aviões comerciais. 

Essa possibilidade não seria uma aquisição total, o que poderia facilitar a aprovação do governo brasileiro. Desde 1994, quando a Embraer foi privatizada, a União detém uma "golden share" (ação preferencial) que lhe dá voz ativa em qualquer decisão estratégica.

Antes da alta das ações a partir da divulgação da negociação pelo Wall Street Journal, a Embraer estava avaliada em US$ 3,7 bilhões.

Com a notícia sobre o interesse da Boeing, as ações da Embraer chegaram a subir quase 40% ao longo da quinta-feira, 21, na bolsa brasileira, mas fecharam o dia com alta de 25,5%, cotada a R$ 20,71.

O plano da Boeing é dar uma resposta à associação estabelecida entre a rival europeia Airbus e a fabricante canadense Bombardier. Em outubro, a Airbus anunciou que compraria o controle do programa de jatos regionais CSeries, da Bombardier, que custou US$ 6 bilhões para ser desenvolvido. 

A fabricante canadense é rival da Embraer no segmento, mas tem uma participação de mercado menor. 

O negócio foi responsável pela chegada da Airbus no segmento de jatos na faixa de 70 a 130 passageiros, dominado pela Embraer. A empresa brasileira colocou todas suas fichas no programa EJets-2, a segunda geração dos seus aviões deste porte. 

Airbus e Boeing também disputam de maneira próxima o mercado de aviões maiores.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Temer seria a favor das negociações, mas sem colocar em jogo o controle acionário da companhia. Ele teria dito a interlocutores que "no seu Governo, a Embraer jamais será vendida".