Diego Dzodán, presidente da SAP no Brasil. Foto: divulgação.

Entre lançamentos de banco de dados, o que a põe em concorrência direta com nomes como Oracle e IBM, anúncios de expansão geográfica, novidades para canais e promessas de processamento na velocidade da imaginação, a SAP divulgou nesta quarta-feira, 23, seus resultados de 2012.

No quarto trimestre do ano que passou, o lucro GAP (após impostos e amortizações) da companhia caiu 7,8% em relação ao mesmo período de 2011, somando € 1,1 bilhão, mas no somatório de todo 2012 houve crescimento de lucro operacional, ficando em € 5,2 bilhões, alta anual de 11%.

Já a receita total da empresa alemã ficou em € 16,22 bilhões, aumento de 14% sobre o ano anterior.

Como de costume, a SAP não liberou valores locais, mas o presidente da companhia no Brasil, Diego Dzodán, destacou 2012 como um ano acima das projeções da companhia, com aumento de 20% na receita geral e de 21% na de software.

“Nos surpreendemos positivamente com a área de inovação, soluções lançadas mais recentemente, para a qual esperávamos expansão anual de 70%, que acabou indo a 77%”, revela Dzodán.

Para 2013, o executivo não abre perspectiva de crescimento, mas revela a estratégia para se expandir, que em grande parte se resume a uma palavra: Hana.

A plataforma de computação em memória da SAP é a base do lançamento da companhia em banco de dados.

“Ampliamos as funcionalidades com o lançamento do SAP Business Suíte Powered by Hana, que permite aos usuários utilizarem SAP como seu único banco de dados, apurando e analisando dados transacionais em tempo real, integrados a todo o backoffice”, conta Leandro Baran, vice-presidente de Inovação da SAP Brasil.

Com a entrada na oferta de banco de dados, a tradicional fornecedora de sistemas de gestão não só amplia seu mercado, mas tira o espaço de concorrentes fortes – como a Oracle -, na avaliação da diretora da subsidiária brasileira para a área de canais, Sandra Vaz.

“Vendíamos o ERP, mas não o banco de dados. E quem usa ERP precisa de banco de dados, ou seja, criávamos venda para outros players. Agora o cliente não precisa mais disso: pode ficar com nossa plataforma completa”, destaca a executiva.

Com o lançamento da suíte em Hana, os ganhos da integração se traduzem em economia e rapidez, garante Baran.

“Agora o software pode trabalhar e processar tão rápido quanto nossa imaginação. Os usuários podem gerenciar todos os processos de negócios de missão crítica em tempo real, e há opções de implantação da nova suíte em Hana com pacotes RDS, que permitem implementação em menos de seis meses”, afirma o VP.

Dzodan vai ainda mais longe: para ele, comparar os bancos de dados tradicionais ao novo sistema da SAP em Hana é como por lado a lado uma viagem de carro e de avião.

“O avião vai muito mais rápido. Ok, o avião é mais caro. Mas a computação em memória, com todos os recursos de nuvem que oferecemos, permite reduzir em muito custos, o que muitas vezes torna a oferta mais barata do que um banco de dados normal”, comenta o presidente.

E por falar em meios de transporte, a SAP também aproveitou a divulgação de resultados para contar sobre suas novas andanças pelo país.

Conforme Dzodan, a capilarização da companhia irá culminar em novos escritórios em Porto Alegre, Nordeste e Centro-Oeste este ano, além de fortalecimento das equipes em cidades do interior do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e outros estados na seqüência.

“As PMEs têm muita força no interior, e em 2012 a nossa receita de software para este segmento cresceu mais de 100% no Brasil. Estarmos próximos, com presença capilarizada, é fundamental para atender bem a esta demanda”, destacou o presidente.

Uma estratégia de soluções e ações com a qual a SAP projeta dobrar de tamanho até 2015, chegando a um bilhão de usuários no mundo.

“Em 2012, tivemos um ano de resultados históricos no Brasil, em todos os setores. E 2013 promete ser ainda mais relevante. O país está no foco da operação mundial, e ganha cada vez mais importância dentro dela”, finaliza o executivo.