As operadoras receberam 1,6 milhão de pedidos de bloqueio de aparelhos celulares em 2017. Foto: Pexels.

Durante o ano de 2017, as operadoras de telefonia móvel receberam 1,6 milhão de novos pedidos de bloqueio do acesso de aparelhos celulares às redes das empresas. 

Com isso, chega a 9,3 milhões o total de IMEIs (código de identificação) de aparelhos registrados no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), banco de dados das prestadoras de telefonia móvel. 

As solicitações são por motivos variados, entre eles roubo, furto e extravio.

Funcionando desde ano 2000, o CEMI cadastra o IMEI do celular perdido ou roubado, bloqueando o acesso dos aparelhos às redes das prestadoras móveis. 

Assim, o celular deixa de fazer ligações e não permite nenhuma comunicação com o pacote de dados móveis dessas redes do Brasil e de mais 57 prestadoras em 19 países.

Nesse processo, as operadoras não fazem nenhum tipo de intervenção no aparelho, e sim registram o IMEI informado, impedindo a comunicação de voz e de pacotes de dados contratados junto às prestadoras móveis. 

O aparelho em si continua funcionando com aplicativos que se conectam a outras redes, como wi-fi, sobre as quais as operadoras não têm ingerência.

Para fazer a solicitação de bloqueio, o cliente deve entrar em contato com a sua operadora e informar o IMEI. Para descobrir o IMEI, é possível checar na caixa do aparelho ou digitar *#06# no teclado do celular.

Desde o ano passado, além de ser solicitado pelo cliente diretamente no call center das prestadoras, o registro do celular no CEMI também pode ser pedido pela autoridade policial. Também é possível solicitar o cadastro de cargas de aparelhos celulares que foram furtadas ou roubadas.

Para saber se um aparelho está registrado no CEMI, as prestadoras mantêm ainda um site para consulta.