Professor de inglês pode estar na palma da mão. Foto: Pixabay.

A QI, uma rede privada gaúcha conhecida pela presença na área de ensino técnico, desenvolveu uma plataforma que funciona como uma espécie de Uber para professores de inglês particulares.

Pela plataforma é possível escolher um professor de acordo com valor da hora-aula, disponibilidade e localização, pagar com cartão de crédito, realizar suas aulas em casa, no trabalho ou no local definido pelo professor e, ao final, dar uma nota pública para sua experiência.

Os professores (quase 200 se cadastraram desde janeiro) podem utilizar a metodologia e os conteúdos compartilhados pelo QI Fly, o curso tradicional de inglês da QI criado em 2007 e que já formou mais de 14 mil alunos. É possível obter um certificado de conclusão ao final.

Levantamento feito no site InfoJobs mostra que existem mais de 12 mil professores de inglês cadastrados apenas no Rio Grande do Sul.

Durante o cadastro, o professor passa por um teste que avalia o domínio do idioma e suas habilidades interpessoais.

A política adotada pela plataforma é que 75% do valor pago pelo aluno será repassado ao professor e a expectativa é que as horas-aula fiquem na faixa de R$ 40 a R$ 80.

Inicialmente, a plataforma vale para Porto Alegre e região metropolitana e apenas para aulas presenciais.

Expansão não deve ser um problema: a QI atua no Rio Grande do Sul com 15 filiais e oferece cursos profissionalizantes, técnico, graduação e pós-graduação.

“Nossa proposta é que, em um ano e meio de estudos, o aluno tenha autonomia para participar de entrevistas de emprego, viajar sozinho para outros países de língua inglesa e fazer a prova para obter uma certificação”, comenta professor de inglês e coordenador do projeto, Henrique Born.

Os próximos passos, adianta Born, é estender o atendimento da plataforma a outras cidades do Rio Grande do Sul e, em um segundo momento, ainda indefinido, abrir a possibilidade de realização de aulas a distância dentro da plataforma.

O QI Fly Personal English foi desenvolvido do zero por Anderson Nunes, um jovem de 25 anos que pode ser considerado um prata da casa da QI, formado em um curso técnico da instituição em 2012, uma passagem como desenvolvedor na área de TI da companhia e hoje sócio da nova empresa.