Divulgação, fhisa/Flickr

As operadoras de telecomunicações deverão investir US$ 53,5 bilhões em fibra óptica de última geração até 2017, no mundo todo.

A estimativa é de estudo divulgado pela Analysis Mason.

De acordo com a consultoria, a maior parte dos aportes – US$ 43,9 bilhões – será destinado às redes FTTH (fiber-to-the-home), especialmente nos países desenvolvidos.

No caso dos merados em desenvolvimento, os recursos também irão para as redes VDSL, que incrementam a velocidade de conexão das redes consideradas mais tradicionais.

Conforme o relatório, o cenário entre teles fixas e puramente móveis é desenhado como de grande competição, especialmente, em função das redes 4G, que ganham força com as vendas de licenças.

No Brasil, o leilão é esperado para esse semestre.

Segundo a Mason, no entanto, a busca pela banda larga ultrarrápida pelas fixas deve ser feita com plano estratégico bem definido, alerta a consultoria.

“As teles precisam entender que manter seus projetos baseados rigidamente na expansão do FTTH significa, sim, um risco de servir bem apenas a parcela mais abonada financeiramente”, sustenta Rupert Wood, autor do relatório e analista líder da Analysys Mason.

No FTTH, a fibra não se limita ao poste, ou à conexão comum, mas chega até a última milha, na casa dos clientes. Projetos assim já estão em desenvolvimento inclusive no Rio Grande do Sul, e especialmente com a tecnologia GPON.

Wood opina que a aposta apresenta o risco de se perder os clientes tradicionais - onde a rede de fibra não estará instalada.

“Numa política comercial essa tática é considerada inaceitável”, alerta o analista.

Outro desafio considerável para as teles é saber como rentabilizar suas infraestruturas de última geração, especialmente, com as regulações incentivando a competição.