Hospital na Restinga está pronto. Foto: divulgação/Moinhos.

O Hospital Moinhos de Vento usará uma solução de gestão da Totvs no Hospital Restinga e Extremo-Sul, centro hospitalar construído com verbas de filantropia da instituição cuja inauguração é aguardada para este ano.

Será a primeira entrega de soluções desenhadas dentro da Aliança Estratégica em Saúde, composta há um ano por Totvs, Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein, Intel e Microsoft. Não foram divulgados valores.

O hospital usará o ERP da Totvs para saúde, o HIS, mais prontuário eletrônico desenvolvido em parceria com o Hospital do Coração (Hcor). O Albert Einstein entra com consultoria de gestão, a Intel com os tablets para prontuário eletrônico e a Microsoft, com o banco de dados.

O desenvolvimento por parte da Totvs é feito no Tecnopuc, em Porto Alegre, onde a empresa mantém 150 colaboradores responsáveis pela área de saúde da empresa, muitos remanescentes da aquisição da Gens, companhia gaúcha especializada em TI para saúde adquirida em 2011.

“A experiência da Totvs com o setor de saúde pública, a especialização em saúde e a proximidade de nós, aqui em Porto Alegre, foram diferenciais para nossa decisão”, explica o superintendente de Educação, Pesquisa e Responsabilidade Social do hospital, Luciano Hammes.

A Totvs pode ter vencido uma disputa de bastidores para assumir o contrato, uma vez o Hospital Moinhos de Vento usa um sistema da concorrente MV Sistemas, especializada em ERP para o segmento de saúde.

O Hospital Restinga e Extremo-Sul foi construído com recursos das isenções fiscais por filantropia do Hospital Moinhos de Vento no total de  R$ 170 milhões. A instituição atenderá um dos bairros mais carentes e populosos de Porto Alegre.

Segundo dados da Prefeitura de Porto Alegre, a Restinga tem 60 mil habitantes e uma renda média de 3,6 salários mínimos. 

O novo hospital será administrado pelo Hospital Moinhos de Vento.

Os custos de operação serão divididos pelo poder público. Até o momento, as discussões apontam para  o governo federal com 50% da despesa, o governo estadual com 25% e a prefeitura com 25%. O custo mensal é estimado ao redor de R$ 4 milhões.

A ideia é que as portas sejam abertas à população ainda no final de maio ou no começo de junho, dependendo da agenda da presidente da república, Dilma Rousseff, que virá para a inauguração.