O óculos de leitura OrCam MyEye fotografa as páginas dos livros. Foto: Divulgação.

Por Janaina Sá Brito*
Muitos sabem que a grande barreira dos deficientes visuais totais ou cegos era a leitura, pois estes só dependiam do sistema braile e todos os livros tinham que ser adaptados. No entanto, poucas associações de deficientes visuais no Brasil faziam isso. 

Com o surgimento dos audiobooks, todas as grandes associações de deficientes visuais brasileiras passaram a ter bibliotecas de com mais de 1 mil títulos para fornecer aos cegos. 

Depois, veio o livro escaneado no computador, para ser lido com softwares de voz. Com a chegada dos smartphones e tablets, os deficientes visuais podiam ler com softwares de voz os e-books.

Agora, há tecnologias que fazem os deficientes visuais entrarem em contato direto com os livros impressos. 

A primeira é o aplicativo de leitura Seeing AI, disponível para dispositivos com sistemas iOS e Android. Para utilizar o app, é necessário colocar o celular em um “pau de sefie” com a câmera traseira virada para o livro e com uma iluminação auxiliar. Ao abrir o livro, o sistema escaneia e lê todas as páginas para o usuário. 

O aplicativo é gratuito e também lê dinheiro, fotografa e descreve objetos e faz reconhecimento facial das pessoas, fotografando-as e cadastrando seus nomes para que essas sejam reconhecidas sempre que aparecerem na frente do usuário.

A segunda alternativa é o óculos de leitura OrCam MyEye. Ele fotografa as páginas dos livros, faz reconhecimento facial e descreve tudo que aparece em vários lugares. 

O equipamento é fabricado em Israel e custa 17 Mil Shekels (moeda israelense). O óculos é um grande avanço tecnológico para quem aprecia a boa leitura, mas não enxerga. 

*Janaina Sá Brito é jornalista, radialista e responsável pelo blog Antenada