Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte. Foto: Reuters

Tamanho da fonte: -A+A

Ciber espiões norte-coreanos estão se passando por profissionais de TI para conseguir empregos à distância em empresas dos Estados Unidos, na Europa e no leste da Ásia.

Uma vez contratados, os agentes tratam de obter informações confidenciais, ou cometem fraudes ou instalam ransomware para desviar dinheiro para o governo da Coréia do Norte.

Segundo uma orientação do FBI para empresas americanas, os espiões costumam usar identidades e documentos falsos para se passar por cidadãos não norte-coreanos, além de usar VPNs ou endereços IP de terceiros países.

Em abril deste ano, o FBI acusou hackers associados à Coreia do Norte de roubar mais de US$ 600 milhões (aproximadamente R$ 2,977 bilhões) em criptomoedas de uma empresa de videogames. 

Segundo o portal britânico The Register, um funcionário de TI da Coreia do Norte pode ganhar mais de US$ 300 mil por ano, com uma porcentagem do valor sendo usada para apoiar programas considerados prioritários no país.