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Rússia nacionaliza chips

23/06/2014 13:46

A companhia Baikal Electronics será a empresa responsável por fabricar os chips de PCs e servidores do governo.

A Rússia quer se livrar da espionagem americana. Foto: flickr.com/nomadic_lass

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O governo russo decidiu deixar de lado a utilização de chips fabricados por empresas americanas, como Intel e AMD. Agora, a Rússia vai investir em componentes nacionais.

A companhia Baikal Electronics será a empresa responsável por fabricar os chips de PCs e servidores do governo. A empresa é sediada em Moscou e atua no ramo de supercomputadores.

As primeiras produções da companhia utilizarão arquitetura ARM Cortex A-57 com processamento de 2GHz e 28nm. A previsão para as primeiras levas é para meados de 2015.

De acordo com documentos oficiais, órgão governamentais russos e empresas estatais compram 700 mil PCs e 300 mil servidores por ano. Os valores ultrapassam a faixa dos US$ 500 milhões e US$ 300 milhões, respectivamente.

Até o fim desse contrato, o governo russo terá gasto aproximadamente US$ 3,5 bilhões para livrar seu dispositivos dos fabricantes americanos.

Alguns especialistas têm visto a ação como uma medida para combater a espionagem americana, que fora relatada por Edward Snowden em junho de 2013. 

Assim, se essa for a real intenção do governo russo, o país estará fazendo como a China, em um pushback que fomenta os fabricantes locais e, ao mesmo tempo, intensifica a segurança estatal.

A Intel é líder no mercado de processadores GPU, com 63,4% de participação no mercado, segundo levantamento respectivo ao ano de 2013. A AMD e Nvidia seguem em segundo e terceiro lugar, com 19,7% e 16,9%, respectivamente.

A Intel teve faturamento de US$ 43 bilhões em 2013, investindo US$ 10 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. A fabricação de microprocessadores da categoria 28nm é realizada nas fábricas localizadas nos Estados Unidos e em Israel.

A AMD conta com um faturamento de US$ 6 bilhões, sendo que US$ 1,2 bilhões vai para o setor de pesquisas.

Apesar da fabricante Baikal passar a ser responsável pela monopolização da produção dos chips governamentais, os especialistas acreditam que a ação não afetará diretamente o mercado americano. 

Se todos os US$ 3,5 bilhões fossem diretamente injetados na Intel, esse valor representaria aproximadamente 8% do faturamento anual da multinacional.

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