O Bradesco se juntou à rede global de parceiros da R3. Foto: Divulgação.

O Bradesco se juntou à rede global de parceiros da R3, empresa norte americana de inovação. Com isso, o banco vai colaborar com mais de 50 das maiores instituições financeiras do mundo para desenvolver aplicações para a indústria de serviços financeiros a partir de tecnologias de registros compartilhados, como o Blockchain.

Em abril, o Itaú se tornou o primeiro banco da América Latina a participar do consórcio R3, quando ele reunia 42 instituições.

Blockchain é um sistema de registros que se tornou famoso por ser a tecnologia que garante a segurança das operações realizadas por bitcoins. Além de criptomoedas, a tecnologia possibilita novos modelos de negócios e a quebra de paradigmas de arquitetura de sistemas.

Um blockchain é um banco de dados distribuído, no qual novos registros de transação estão linkados entre si por marcadores de tempo compartilhados. Cada bloco, acessível por todos os participantes, contém o registro de uma série de transações.

O Bradesco criou um grupo de trabalho para o aprofundamento desta tecnologia dentro da organização. 

“A inovação tem um papel crucial no Bradesco e estamos comprometidos em prover soluções de ponta aos nossos clientes e agregar valor aos acionistas. Tecnologias de distributed ledger podem nos ajudar a alcançar esses objetivos”, afirma Maurício Minas, vice-presidente do Bradesco.

Em 2014, o Bradesco criou o InovaBRA, um programa de inovação aberta que apoia projetos de startups com soluções aplicáveis ou adaptáveis ao setor financeiro. 

O banco selecionou e já está trabalhando com duas startups focadas em Blockchain: a eWally, que propõe o uso dos correspondentes bancários do Bradesco para a transferência de valores entre não-correntistas com segurança nas transações por meio de registros no Blockchain, e a startup BitOne, que permite remessas internacionais de valores de forma mais rápidas e de menor custo utilizando a tecnologia.

O time da R3, composto por veteranos da indústria financeira, tecnólogos e especialistas em blockchain e moedas criptográficas, trabalha em conjunto com os membros do consórcio na pesquisa, experimentação, projeto e engenharia para evolução dessa tecnologia.

“A adição do Bradesco é mais um marco na expansão global do nosso consórcio. A América Latina é uma região importante para nós, já que procuramos desenvolver tecnologias inspiradas em distributed e shared ledger que atendam aos requisitos da nossa diversificada rede de membros que operam globalmente em mercados financeiros”, concluiu David Rutter, CEO da R3.

A iniciativa comandada pela startup americana R3CEV começou em setembro do ano passado com nove bancos:  Barclays, BBVA, Commonwealth Bank of Australia, Credit Suisse, Goldman Sachs, J.P. Morgan,Royal Bank of Scotland, State Street e UBS.,

* Maurício Renner cobre o Ciab Febraban a convite da SAP.