Pesquisa aponta que mais de 70% das startups tem entre dois e quatro sócios. Foto: Pexels.

A maioria das startups brasileiras vive do dinheiro de investidores e da determinação dos fundadores em trabalhar basicamente de graça.

Esse é o cenário mostrado por uma pesquisa com 120 startups feita pela Parallaxis Economia e Ciências de Dados em parceria com o escritório jurídico especializado em startups Perrotti e Barrueco Advogados.

De acordo com o estudo, 72% das startups tem um faturamento bruto anual de até R$ 50 mil. São companhias com algum tempo de mercado: 42% tem mais de dois anos.

Com mais de 70% das startups com entre dois e quatro sócios, um volume de faturamento dessa grandeza garante um salário de R$ 2 mil mensais no primeiro caso é de apenas R$ 1 mil no segundo.

Talvez por isso, um volume significativo (42%) dos fundadores ainda não se dedica ao negócio em tempo total.

O dinheiro para manter as empresas rodando está vindo em boa parte de investidores: 57% das empresas afirmam já ter recebido aportes de capital.

Metade dos aportes feitos fica na faixa entre R$ 251 mil e R$ 1 milhão. Apenas 4% levantaram mais de R$ 1 milhão. 

A origem dos recursos é dividida mais ou menos igualmente entre investidores anjo, órgãos de fomento e fundos de investimento.

A seu favor os empreendedores têm a qualificação (38% tem pós, MBA ou alguma formação do tipo) e a coragem da juventude (62% tem entre 18 e 34 anos) para apostar no incerto (48% deixaram emprego com carteira assinada).

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