HP tem fabricação local de soluções de rede.

A HP anuncia o início da fabricação local de soluções de rede. Com esse movimento, a companhia passa a produzir no país toda a linha de produtos de infraestrutura corporativa da unidade Enterprise Group. Os sistemas de armazenamento 3PAR e servidores já são fabricados no Brasil há anos.

Inicialmente a HP irá produzir dois modelos de access points (APs) da classe N, equipamentos que representam cerca de 90% da base instalada de antenas Wi-Fi no país.

 "Com a mudança no perfil de acesso dentro das empresas, é cada vez maior a adoção de WLANs (redes locais sem fio). É de olho nessa tendência, puxada pelo fenômeno do BYOD (Bring Your Own Device), que estamos dando o pontapé inicial no nosso projeto de fabricação local", afirma Rita D'Andrea, diretora da unidade de Networking na HP Brasil.

O Brasil será o segundo país a fabricar equipamentos de rede da HP, tendo a China como o outro pólo fabril. 

“Ao fabricar os equipamentos ganhamos muito em agilidade para atender à demanda do mercado local de WLANs, segmento que deve crescer entre 8% e 10% nos próximos anos de acordo com os principais institutos de pesquisa”, justifica Rita D’Andrea.

Os access points HP que serão produzidos localmente, da série MSM, trabalham individualmente ou em conjunto com as controladoras HP. 

A solução também entrega proteção abrangente contra ameaças, com um IDS (sigla em inglês para Sistema de Detecção de Intrusão) integrado para detecção de ameaças e monitoramento de local. 

Os primeiros APs fabricados no Brasil já estão disponíveis nos distribuidores, integradores e VARs parceiros da HP. 

A produção colocará os produtos dentro da Lei da Informática. Instituída em 1991, a lei isenta 80% do IPI para empresas das regiões Sul e Sudeste, e 95% para as demais regiões, em troca de uma exigência mínima de fabricação nacional e investimentos em P&D de 4% do faturamento líquido das empresas, e 4,35%, repectivamente.

 

LEI DA INFORMÁTICA NA PRÁTICA

O efeito na economia é discutível. Dados da pesquisa de Inovação (Pintec) do IBGE, referente ao período 2009-2011, apontam que os gastos em atividades internas de P&D alcançaram R$ 24,24 bilhões em 2011.  Parece uma cifra alta, mas é pouco em relação ao volume total do PIB, quesito no qual a evolução é pequena.

Apesar de ter evoluído em relação aos números do ano 2000, quando a cifra era de 0,37%, a participação está quase no mesmo patamar desde 2005, quando chegou a 0,54%, aumentando um pouco para 0,58% em 2008 e 0,59% em 2011.

A título de comparação, nos Estados Unidos a participação do P&D no PIB fica em 1,83% e na Zona do Euro em 1,34%. Na economia americana, a participação caiu de 2008, quando era de 1,97%. Na européia ,a alta foi pequena, de apenas 0,10%.