Alejandro Tomás.

A Ricoh acaba de fazer um aporte de US$ 110 milhões de investimento em seu capital social, vindo na matriz japonesa da empresa.

O valor é mais ou menos equivalente aos R$ 350 milhões de faturamento obtido pela companhia por aqui no ano passado (alta de 24%).

Em nota, a companhia não dá muitas pistas sobre qual será o destino do investimento, falando apenas numa meta de se tornar número 1 no mercado gráfico e de impressão brasileiro.

A empresa está em alta por aqui, tendo visto sua receita multiplicar sete vezes desde 2007. A base de revendas da Ricoh no Brasil também cresceu: o número subiu de 200, em 2014, para 450 revendedores, em 2015.

“Durante a crise, conseguimos congelar o câmbio do dólar, e, assim, crescer na concorrência, e novos mercados, e assim solidificar a parceria de anos com nossos clientes diretos e indiretos”, explica o presidente da Ricoh Brasil, Alejandro Tomás.

Em 2015, o dólar subiu 48,49% sobre o real, fechando o ano em quase R$ 4. Talvez a política de congelamento de preços na Ricoh tenha gerado um buraco significativo, a ser tapado agora, quando a moeda parece ter estabilizado em R$ 3,2.

A Ricoh não chega a mencionar o fato na sua nota, mas o aporte também pode ter que ver com uma alteração significativa no panorama do mercado de impressão no final de 2014, quando a Samsung comprou a  Simpress, companhia paulista especializada em terceirização de impressão.

A Simpress afirma ter 100 mil máquinas na rua afirma ter 25% de share no mercado nacional de outsourcing de impressão. 

Com a aquisição, a Simpress deu início à migração da sua base de impressoras Ricoh, que totalizam metade do inventário. Ao longo de 2015, um terço das máquinas foi trocada por equivalentes da Samsung. A meta é terminar o processo em mais dois anos.