A EMC está analisando opções para a reformulação de seu negócio. Foto: Ken Wolter/Shutterstock.com

A EMC está analisando opções para a reformulação de seu negócio, o que pode incluir um possível acordo de fusão com rivais como HP, Dell e até mesmo Oracle. Com a esperada aposentadoria de seu CEO, a empresa está sendo pressionada por um investidor ativista a promover mudanças, relatou o Wall Street Journal.

A EMC manteve conversas sobre fusão com a HP por quase um ano, mas elas terminaram recentemente sem atingir um acordo. As empresas não disseram, no entanto, se as negociações podem ser retomadas.

Outra empresa que recentemente esteve em negociações com a EMC foi a Dell, disseram as fontes do jornal americano. Como no caso da HP, as duas empresas não deixaram claro em que pé estão as conversas. 

Dadas às dimensões da Dell, é improvável que ela faça uma aquisição completa da EMC, mas pode optar por comprar ativos da companhia, incluindo o seu negócio de sistemas de armazenamento.

Outras empresas que analistas e demais observadores do mercado consideram como potenciais interessados em adquirir a totalidade ou parte da EMC são a Cisco Systems e a Oracle. 

Ainda de acordo com as fontes, o banco JP Morgan Chase está aconselhando a EMC em suas opções.

Para os analistas, a EMC, pioneira na construção de complexos sistemas de armazenamento de grandes quantidades de dados, está se aproximando de uma encruzilhada estratégica.

O CEO da empresa, Joe Tucci, que está no cargo desde 2001, já indicou que vai deixar o posto no início do próximo ano e ainda não anunciou um sucessor.

Ao mesmo tempo, o fundo de hedge Elliott Management Corp, administrado pelo bilionário Paul Singer, adquiriu uma grande participação na empresa e quer que ela faça a separação de algumas unidades para valorizar suas ações.

Uma fusão entre a EMC e HP seria um grande sucesso, segundo os analistas, uma vez que as duas empresas têm valor de mercado combinado de cerca de US$ 130 bilhões. 

Durante as conversações que tiveram ao longo de quase um ano, elas chegaram a definir que o negócio seria uma transação de ações, em partes iguais, disse uma fonte do WSJ.

Além disso, uma fusão criaria uma gigantesca fornecedora de equipamentos para gerenciamento de dados, sacudindo o mercado que é avaliado em cerca de US$ 2 trilhões anuais, com a venda de hardware, software e serviços.

Segundo essa fonte, as negociações fracassaram há algumas semanas, devido ao temor das duas empresas de que os acionistas rejeitassem o acordo financeiro. Tucci inicialmente seria o presidente e Meg Whitman, da HP, permaneceria como CEO da empresa combinada.

Procuradas pelo jornal americano, as empresas não quiseram comentar o assunto.

A EMC é composta por três empresas: a Information Infrastructure, de sistemas de armazenamento de dados; a Vmware, pioneira em virtualização de servidores e na qual detém participação de aproximadamente 80%; e a empresa de desenvolvimento de software Pivotal. 

A VMware, que agora negocia ações em bolsa, tem uma capitalização de mercado de US$ 40 bilhões, sendo responsável por grande parte da valorização da empresa-mãe.

A HP, por seu lado, fornece uma série de produtos e serviços, incluindo os computadores pessoais, impressoras, servidores, equipamentos de armazenamento de dados e outros equipamentos para os departamentos de tecnologia corporativa. 

As divisões de PCs e impressão geraram pouco mais da metade da receita total da empresa e do lucro no último trimestre, encerrado em 31 de julho.

O fundo Elliott possui atualmente mais de 2% da EMC, que tem valor de mercado de cerca de US$ 60 bilhões. O fundo quer que a empresa se separe totalmente da VMware, mas também está aberto a outras opções de negócio, disseram as fontes do Wall Street Journal. A EMC não pretende vender sua participação da VMware.