Roberto Dariva

A Navita, especializada em gestão de dispositivos móveis (MDM, na sigla em inglês), anunciou três reforços de peso para o seu time de executivos, dois meses após receber um aporte não revelado da Intel Capital.

A empresa contratou André Nadjarian, ex-diretor de marketing da multinacional italiana de software Engineering no país, para o cargo de diretor de marketing, vendas e soluções;  Flávio Cardoso, ex-diretor de TI da unidade de bebidas e comida do Grupo Brasfanta, para a diretoria de serviços e  Vitor Nardini, ex-consultor da Audit + para o cargo de diretor financeiro.

Todos os três são executivos experientes. Nadjarian atuou por 14 anos na Unisys, foi um dos fundadores da Kaizen e diretor de serviços na Sonda por um ano depois que ela adquiriu essa última companhia.

Cardoso tem passagens por empresas como GXS, Synex Technologies, SysMap Solutions e Interchange e Nardini passou por cargos de gestão e consultoria por empresas como Deloitte, Goodyear e BSG World.

Os profissionais vem compor a diretoria da Navita, que teve uma baixa recentemente com a saída do diretor de alianças e canais  Marcos Barreiros, que estava na empresa desde 2012, vindo da VoxAge.

“Nosso plano de crescimento contempla o fortalecimento de nossa posição de liderança no Brasil em mobilidade corporativa, aquisição de empresas e tecnologias complementares e expansão para a América Latina. A contratação desses novos executivos é um pilar importantíssimo para sermos bem sucedidos nesses objetivos”, comenta o presidente da Navita, Roberto Dariva.

Pelo menos parte dos planos anunciados por Dariva estão algo atrasados. Em junho do ano passado, o empresário anunciou planos de abrir a sua primeira unidade fora do país ainda em 2013, o que não aconteceu – a Navita está presente hoje em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

No longo prazo, a meta era chegar ao México, Colômbia, Perú, Chile e Argentina. De qualquer maneira, a companhia tem diversos clientes multinacionais que já demandam atendimento local. Hoje, 10% do faturamento já vem do exterior.

Os planos podem ser acelerado agora com o aporte da Intel e a contratação dos novos executivos para a operação. Não há detalhes sobre valores, mas o fundo segue um padrão: participação minoritária, com aporte de US$ 2 milhões a US$ 10 milhões.

A Navita começou a atuar em 2005 como um serviço de administração das contas de telefone e da manutenção dos smartphones de clientes corporativos, principalmente BlackBerrys, mas com o tempo aumentou a atuação para toda a área de telefonia e outras fabricantes de celulares.

Em 2009, recebeu um aporte do Invest Tech, fundo que tem como cotistas o BNDES, a Finep e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Hoje, a empresa já atende mais de 300 empresas na América Latina e tem sob sua gestão mais de 200 mil dispositivos.  

A companhia não revela faturamento. O último dado aberto foi em 2011, quando o resultado foi R$ 19 milhões. A Navita afirma crescer em média 50% ao ano.