Crise do coronavírus deixou lojas da CVC desertas. Foto: Roberto Tamer.

A CVC, maior operadora de turismo do Brasil, acaba de fazer um corte violento nos seus gastos recorrentes, chegando, de acordo com a estimativa de analistas, a 50% do total.

As medidas estão detalhadas em matéria do Brazil Journal e incluem redução de  salário da diretoria e do conselho em 50%, redução na jornada de trabalho dos funcionários em 50% e suspensão de novas contratações e promoções, além do postergamento de todos os investimentos não prioritários e o renegociamento de termos e prazos com os fornecedores.

As medidas são uma reação à crise gerada pelo coronavírus nas viagens, que afetou diretamente a CVC, reduzindo o faturamento a zero.

Com a adoção das medidas, a CVC estima que seus gastos recorrentes (definidos pela empresa como folha de pagamento, impostos e investimentos de projetos prioritários e juros da dívida) ficarão em cerca de R$ 50 milhões por mês.

A ação da CVC caiu mais de 80% desde o início da crise do coronavírus. A companhia tem hoje um valor de mercado de R$ 1,1 bilhão.