Bezos contente com a AWS. Foto: divulgação.

Até alguns anos atrás, a Amazon tinha sua fama baseada em seus serviços de venda e marketplace para comerciantes na web. Os tempos mudaram para a empresa de Jeff Bezos, cuja divisão de cloud Amazon Web Services chegou a um faturamento aproximado de US$ 5 bilhões.

O primeiro semestre de 2015 marcou a primeira vez em que a companhia de storage e serviços de nuvem divulgou seus resultados desde que abriu em 2006. Segundo destaca a CNET, os números indicam que a AWS é o negócio mais lucrativo da Amazon.

"A Amazon Web Services é um negócio de US$5 bilhões, com um crescimento rápido. Na verdade, ele está acelerando", afirmou o CEO em uma nota à imprensa nesta quinta-feira, 23.

Embora Bezos tenha arredondado os valores para cima - oficialmente a receita líquida da empresa em 2014 foi de US$ 4,6 bilhões - a divisão se apresentou como uma parte significativa do faturamento total da companhia, que fechou a conta do ano com um crescimento de 15%, ficando em US$ 22,7 bilhões.

No primeiro trimestre de 2015, o crescimento ano sobre ano da AWS foi de 49%, com um faturamento de US$ 1,6 bilhão.

Para analistas, a decisão da Amazon em separar os resultados da AWS de seus ganhos como empresa de e-commerce - antes a AWS era relacionada como "outras receitas" no balanço geral da Amazon.com - teve um impacto positivo no mercado.

Atualmente a AWS é a fornecedora de storage de dados e serviços de nuvem para companhias de diversos tamanhos em todo o mundo, incluindo gigantes como Netflix, Pinterest e NASA.

A AWS atualmente responde por um terço do mercado de infraestrutura em nuvem, que hoje movimenta cerca de US$ 16 bilhões globalmente.

"Isso é bastante saudável. Para os investidores em que a Amazon está investindo apenas na construção de uma espécie de império, em vez de realmente apostar em negócios lucrativos, este foi um demonstrativo imporante", avaliou Dan Kurnos, da consultoria norte-americana Benchmark.

A declaração do analista tem a ver com os recentes esforços da Amazon em ocupar diferentes mercados, apostando na fabricação de produtos e serviços próprios além de seu core business.

Alguns deles deram certo, como o e-reader kindle, assim como seu serviço de streaming de conteúdos em vídeo Prime. Entretanto, outras apostas como o smartphone Fire, não teve o sucesso esperado. O Fire TV, uma tentativa de concorrer com o Apple TV e Chromecast no mercado de hardware, também ficou abaixo das expectativas.