Cleiton Klein, Robison Klein, Luis Rogério Dupont e Vanderlei Reinhart, os sócios da Cigam.

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A Rede Cigam, fornecedora de software de gestão empresarial sediada em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul,   encerrou o ano de 2014 com faturamento de R$ 53 milhões, uma expansão na casa dos 28% sobre o ano anterior e acima da meta de 22% inicialmente prevista par ao ano.

Em nota divulgada a imprensa, a companhia gaúcha inclusive dá uma cutucada no “principal concorrente”, que teria crescido 10% no mesmo período. 

Provavelmente, a empresa gaúcha se refere à Totvs, que teve um ano abaixo da média e cresceu 12%, para R$ 1,8 bilhão.

De qualquer maneira, o ano foi positivo para a Cigam. A empresa conquistou  1476 clientes novos, uma média de 123 ao mês ou 5,6 por dia útil de 2014, com um índice de retenção próximo a 100%.

A companhia também se tornou uma S/A em 2014, em uma manobra visando facilitar a expansão futura, incluindo aquisições.  

Ao longo de 2014, a Cigam anunciou duas compras com ofertas complementares. A Gestor, uma empresa de Pelotas especializada em ERP para varejo com 700 clientes, adquirida em um negócio de R$ 8 milhões e a Sige Cloud, uma pequena startup de sistemas de gestão na nuvem.

Outras duas compras devem ser anunciadas em 2015. A base de produtos hoje inclui ERP, CRM, RH, PDV, BPM, Mobile e BI.

O status de S.A torna mais fácil para a Cigam levantar dinheiro junto a fundos de investimento para bancar novos aquisições, além de usar ações como pagamento, o que abre o caminho para negócios de maior porte, visando consolidar market share.

A empresa afirma já ter uma linha de financiamento aprovada junto ao BNDES, sem abrir valores.

“Para sobreviver nas condições atuais, cada vez mais é preciso uma base grande de clientes”, destaca Robinson Klein, Diretor-Presidente da Rede Cigam.

Segundo aponta uma pesquisa sobre o mercado de TI feita pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV), a Totvs tem 51% do mercado de empresas com até 170 teclados, no qual lidera de maneira quase absoluta frente aos 10% da SAP, 9% da Oracle e 4% da Infor. 

Um número grande de “outras” ainda leva 27% do bolo total, o que indica margem para consolidação.

Klein frisa que esse levantamento está longe de refletir a realidade de empresas de pequeno e médio porte que compõem o grosso da carteira de 5 mil clientes da Cigam, e que, mais para baixo da pirâmide, a fragmentação é ainda maior.

Os bons resultados e o impulso de se tornar uma S.A cacifam os gaúchos em uma disputa com outros players emergentes do mercado de ERP nacional.

Também em 2014, a Mega, empresa de sistemas de gestão sediada em Itu, no interior de São Paulo, também se tornou uma S.A e comprou a totalidade de um dos seus maiores canais e uma participação não revelada na Mega Minas.

A empresa faturou R$ 68,5 milhões em 2014, uma alta de 6% em relação ao ano anterior, o que a coloca numa faixa similar à da Cigam em termos de tamanho, mas bem abaixo em termos de ritmo.

O maior concorrente a ser considerado é a Senior, empresa de Blumenau que é uma S.A desde 2011 e faturou  R$ 192,5 milhões em 2014, uma alta de 36% frente ao ano anterior e acima da média histórica da empresa, que nos últimos anos cresceu na faixa dos 20%.

Desse total, cerca 40% vem da área de ERP (outros 40% são de softwares de folha de pagamento e 20% de soluções de controle de acesso).