Funcionários das empresas instaladas na fase III do Tecnopuc, em Viamão. Foto: PUC-RS.

A PUC-RS acaba de concluir um investimento de R$ 3,5 milhões na ala frontal do antigo seminário de Viamão, disponibilizando uma área de quase 5 mil m2 para instalação imediata de novas empresas no local.

Com o nova espaço disponível, o objetivo da universidade é fazer decolar a chamada fase III do parque tecnológico, que vem sendo ensaiada ao longo dos últimos dois anos. A festa dos 10 anos do Tecnopuc, no final de agosto, será feita no local, por exemplo.

Até o momento, estão instaladas por lá 20 empresas, 11 delas incubadas na Raiar, o que significa uma ocupação de pouco mais de um décimo da área, que totaliza 33 mil m2, além de 15 hectares ao redor para construção.

A título de comparação, o Portal Tecnopuc, maior prédio hoje na área principal do parque, em Porto Alegre, tem 22 mil m2 e o Tecnopuc como um todo, 5,5 hectares, nos quais estão instaladas 73 empresas, incluindo gigantes como Dell e HP.

“Queremos atrair algumas empresas âncoras e dar início a um processo de expansão nos moldes do que foi feito em Porto Alegre”, afirma o diretor do Tecnopuc, Roberto Astor Moschetta, destacando que o terreno atual, ao lado da PUC-RS na capital, chegou ao limite da sua capacidade de abrigar empresas.

Pelas características do local da fase III, no espaço é o que não falta, o antigo seminário de Viamão dá espaço para o Tecnopuc atrair empresas com um perfil um pouco diferente do buscado até agora, incluindo companhias com processos fabris e de prototipação, em áreas como petróleo e gás e outras.

A Sourtec, realiza no local trabalhos de engenharia de corrosão, pesquisa e desenvolvimento de testes em materiais para indústria de petróleo, por exemplo.

O ex-seminário também é a sede da RS Oléo e Gás, uma associação de empresas do setor industrial metal, mecânico e energético do Rio Grande do Sul criada no ano de 2006 por motivação do Projeto Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás (CPP&G RS).

Um tipo de investimento estava fora do escopo do Tecnopuc até agora e que passa a entrar na mira é a área de vídeo, animação e jogos, nos quais está focado o Tecna. Já foram instalados no local alguns laboratórios da Famecos, faculdade de comunicação da PUC-RS, a um custo de R$ 300 mil.

O Tecna é um forte candidato para receber recursos de um edital de R$ 7,7 milhões do Ministério das Comunicações com operação por parte da Fapergs, destinado a fomentar justamente um espaço do gênero.

Alunos da universidade frequentarão os laboratórios, aumentando o movimento na nova unidade do parque, que já dispõe de serviços e logo deve ter ao lado um novo shopping center com 140 lojas e 30 mil m2 que o grupo paulista Mais Valor está construindo no com investimentos totais de R$ 150 milhões.

O assunto não foi mencionado explicitamente por Moschetta, mas a nova fase do Tecnopuc também pode melhorar o posicionamento do parque na corrida por investimentos na área de eletroeletrônica.

Nos últimos anos o Rio Grande do Sul se tornou um destino para investimentos na área de chips, com o início da operação da estatal Ceitec, e a inda da HT Micron para o Tecnosinos, em São Leopoldo. Novos investimentos são assuntos de rumores constantes.