Presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro.

O Serasa Experian espera ter entre cinco e sete milhões de pessoas dentro do seu banco de dados de cadastro positivo até o final de 2013.

A previsão foi feita presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, que esteve em Porto Alegre nesta quinta-feira, 24, palestrando no Tá na Mesa da Federasul.

Pelo cadastro positivo, que passa a operar em agosto, empresas como a Serasa poderão reunir informações sobre pagamentos liquidados e em andamento dos consumidores, sempre que autorizado pelos tomadores de crédito.

Com base nos dados, que a Serasa espera colher junto a 500 empresas que representam entre 70% e 80% da carteira de crédito disponível no país, em acordos a serem fechados também até o final do ano.

Os clientes da Serasa poderão consultar quantos empréstimos uma pessoa já tem a seu nome, praticando juros, prazos e taxas mais favoráveis aos bons pagadores e menos endividados, que oferecem menos risco.

A possibilidade foi aprovada no começo de 2011, depois de anos de pressão por parte das empresas do setor de informações de crédito.

As metas expostas por Loureiro são modestas em relação ao tamanho do banco de dados que a Serasa dispõe sobre os “maus pagadores", que tinham o CPF incluso nas suas linhas.

Hoje, a população brasileira economicamente ativa é composta por 110 milhões de pessoas, das quais o Serasa tem dados sobre 90 milhões.

“Logo surgirão algumas empresas começarão a oferecer condições melhores para bons pagadores, o que estimulará o cadastro das pessoas”, aponta Loureiro.

Dados da própria Serasa, no entanto, apontam que a adoção do cadastro positivo pode ter dificuldade de vender seu peixe para uma população que associa serviços de avaliação de créditos a problemas e tem uma compreensão escassa do que significam na prática melhores condições em um empréstimo.

Uma pesquisa feita pelo Serasa em junho com 2002 pessoas mostrou que mais da metade (52%) dos brasileiros  não sabe (24%) ou não acerta (28%) a conta de quanto teriam numa aplicação financeira de R$ 100 com juros de 2% após um ano.

Dos 48% que responderam corretamente, a maioria tem curso superior e renda mensal acima de 10 salários mínimos.