Eduardo Pugliesi.

A Sonda IT acaba de criar duas novas gerências, a de inovação e arquitetura, como um reforço para a estratégia de atuação verticalizada.

Ambas serão comandadas por Eduardo Pugliesi, que está na liderança de BI da companhia desde 2011, quando veio da Neoris (o executivo trabalhou também nas áreas de BI do Grupo Resource, Indra e EDS).

As novas áreas deverão atuar como catalisadoras para o processo de verticalização a partir do desenho de soluções que envolvem tecnologias de geoprocessamento, big data, análise preditiva e data mining, entre outras.

“Este movimento se deu com o amadurecimento das práticas de Business Intelligence promovidas através dos mais de 100 projetos executados pela integradora”, acrescenta Pugliesi.

A missão do executivo é entregar o plano anunciado no começo do ano de tornar a Sonda uma  integradora de soluções.

O movimento pode ser visto como uma “digestão” das aquisições feitas pela empresa no Brasil nos últimos anos, vendendo projetos ponta a ponta que possam incluir tecnologias de diferentes fabricantes como SAP, Cisco, Microsoft, EMC e HP.

Até pouco tempo atrás, a Sonda se organizava em seis divisões de negócio, com cada uma delas sendo no fundo uma das empresas compradas no passado.

Assim, a área de tecnologia fiscal e SAP era oriunda da Procwork, adquirida pela Sonda ainda em 2007; as áreas de virtualização, cloud computing, armazenamento e segurança da Kaizen, comprada em 2010 e as de tecnologia de comunicações da Telsinc, agregada em 2012.

Eduardo Borba, presidente da Sonda IT, ssumiu o comando da Sonda IT em abril do ano passado, já tendo em vista a nova estrutura, voltada para mercados alvos dentro dos setores de Serviços, Indústria e Telecom.

O time comercial será verticalizado dentro desses segmentos, com algumas divisões internas. A Sonda IT tem 800 clientes ativos, dos quais 300 foram denominadas key accounts.

Atualmente a empresa opera com 22 mil colaboradores em dez países da América Latina e seu faturamento em 2015 alcançou receita consolidada de US$ 1,25 bilhão em 2015 (cerca de 60% fora da sede chilena, com destaque para o Brasil), uma alta de 1,4% em relação ao mesmo período no ano anterior, e um EBITDA de US$ 178,5 milhões, que representa 2,3% a menos que em 2014.