Mulheres contratam mais mulheres? Foto: Pixabay.

Quando a presidente de uma empresa é mulher, aumenta a chance de que outras mulheres ocupem cargos de liderança. 

Pelo menos, é o que parece apontar uma pesquisa da Mappit, consultoria de recrutamento especializada em vagas de início de carreira e pertencente ao Grupo Talenses, divulgada pelo site Meio e Mensagem

Pelo estudo, que ouviu 920 empresas, quando a presidente é do sexo feminino, mulheres ocupam 34% das funções de vice-presidência, 45% das cadeiras de diretoria e 41% dos cargos em conselhos. 

Em contrapartida, quando o CEO é homem, os índices caem para 18%, 23% e 10%, respectivamente.

Na opinião dos pesquisadores, a disparidade aponta a existência de um “viés inconsciente na seleção de cargos de liderança” como, por exemplo, julgar ser mais difícil contratar uma mulher que está planejando ter filhos. 

É preciso olhar os números com alguma cautela, uma vez que somente 15% das empresas consultadas são presididas por mulheres. 

O estudo aponta que 32% das empresas ouvidas têm alguma política de igualdade de gênero e que o índice de mulheres na liderança pouco difere entre as companhias que têm ou não medidas pró-equidade: 17% das empresas que possuem políticas têm mulheres CEOs e 18% das que não possuem têm mulheres CEOs. 

A pesquisa não chega a considerar a hipótese, mas talvez a presença de mais mulheres em organizações comandadas por CEOs mulheres seja um desses caso do que os especialistas chamam de efeito Tostines (Tostines vende muito porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende muito?).

A grande presença de mulheres em altos cargos poderia na verdade preceder a contratação de uma CEO mulher, já seja por permitir que ela suba através da hierarquia até a posição, ou por mostrar que a empresa contratante já estava pré-condicionada a ser um ambiente favorável a uma CEO mulher.