Funcionários da Foxconn em Taiyuan revoltados. Foto: reprodução.

Nesta segunda, 24, a planta da Foxconn em Taiyuan, na China foi fechada por conta de uma revolta provocada por cerca de 2 mil funcionários da empresa.

Segundo a agência Reuters, o levante foi um protesto contra condições de trabalho.

A Foxconn é responsável pela fabricação e montagem dos aparelhos de grandes empresas de tecnologia, como os iPhones e iPads, da Apple. Em Taiyuan, a planta da Foxconn emprega cerca de 79 mil funcionários dos 1,1 milhão contratados pela Foxconn no país.

O tumulto teria começado depois de uma briga entre funcionários.

Contudo, alguns posts em uma rede social chinesa sugerem que na verdade a revolta se deu por outro motivo. Relatos apontam que seguranças da fábrica teriam agredido funcionários.

Usuários do mesmo site também reportaram que colchões foram queimados e jogados pelas janelas de alojamentos.

A Foxconn disse não saber por quanto tempo a planta onde ocorreu o incidente ficará fechada, mas afirmou que trabalha na investigação do que motivou a violência.

“A fábrica ficará fechada hoje para apurar os fatos”, contou Louis Woo, porta-voz.

Segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, cerca de 5 mil policiais foram enviados à planta da Foxconn para conter a revolta. Cerca de 40 pessoas foram encaminhadas ao hospital e várias foram pressas por conta do incidente.

POLÊMICA

Não é a primeira vez que a Foxconn desperta reações violentas quanto às suas condições de trabalho na China.

Em fevereiro, uma onda de reportagens emergiu pontuando diversas violações de direitos trabalhistas, como exposição dos empregados a produtos tóxicos e trabalho forçado.

Em outros casos documentados em 2009 e 2010, funcionários da empresa chegaram a cometer suicídio.

A Apple, tentando verificar o que ocorria em sua parceira, em conjunto com uma associação trabalhista, promoveu diversas auditorias para investigar as condições na Foxconn.

Milhares de empregados foram entrevistados sobre suas condições de vida e trabalho, compensações, horas de trabalho e relação com seus gestores.

A Foxconn monta produtos também da HP, Dell e Motorola. A Apple, procurada pela CRN norte-americana, respondeu prontamente que não se pronunciaria sobre os incidentes recentes.

BRASIL

No território brasileiro, a Foxconn conta com uma planta em Jundiaí, com 2,5 mil empregados.

Conforme publicado pela Exame.com em abril, os colaboradores de Jundiaí ameaçaram uma greve em função das condições de trabalho na unidade, onde são produzidos iPhones para a Apple e também unidades de iPad.