Marcelo Marzola, CEO da Predicta. Foto: divulgação.

A Predicta, empresa paulista de marketing digital que tem participação minoritária do grupo gaúcho RBS, abriu um escritório em San Francisco, no Vale do Silício.

A empresa, cujo último faturamento divulgado é do primeiro semestre de 2010, quando somou R$ 7,77 com meta de fechar o ano com R$ 22 milhões, projeta um crescimento de 50% para 2012, o que deverá ganhar impulso da operação internacional.

É o que conta o CEO da companhia, Marcelo Marzola. Segundo ele, a iniciativa vai no “caminho inverso do que é comum no setor nacional de marketing online, em que as empresas preferem importar serviços e produtos”.

Da base norte-americana, a Predicta projeta expandir iniciativas globais como o SiteApps, um recém lançado marketplace de aplicativos para melhorias de websites, como aceleradores de e-commerce, formulários de contato, integração com redes sociais, games, entre outros.

Segundo Marzola, foi esta plataforma que colaborou para a seleção da Predicta entre das 10 empresas mais inovadoras do Brasil de 2012, segundo a Fast Company.

“Estamos nos mudando para os Estados Unidos para investir em um crescimento agressivo do SiteApps em todo o mundo, aproveitando os contatos comerciais e a cultura da inovação, paixão e energia enraizada no Vale do Silício”, revela Phillip Klien, CIO da empresa paulista.

Na nova unidade, o chefe de TI irá liderar uma equipe com foco em desenvolvimento de mercado, marketing e produto.

“Temos um grande potencial, um espaço gigante para crescer e queremos fazer do Brasil uma referência mundial em inovação e serviços no meio digital”, acrescenta Marzola.

Fundada há 12 anos, com 140 colaboradores e uma carteira de clientes que, conforme a última informação disponível, de 2010, passa dos 150 nomes, a Predicta reforça o movimento Brasil – Vale do Silício iniciado recentemente na TI.

Companhias nacionais como IDXP, Totvs, Movile e Hive Digital Media já anunciaram operações no polo norte-americano de negócios de TIC.

Até mesmo o Porto Digital, complexo de cerca de 200 empresas de TI do Recife, divulgou em janeiro deste ano que iria investir ao redor de R$ 500 mil em uma unidade na Califórnia.

REVÉS

Idas brasileiras que se somam às vindas americanas com foco na nossa TIC: em julho deste ano, dois fundos do Vale do Silício anunciaram um joint fund de US$ 130 milhões com foco em startups nacionais do segmento de Internet.

Os fundos, Redpoint Ventures e e.Ventures, revelaram, na época, intenção de fixar dois parceiros no país para sua operação.

Antes disso, em maio passado, empresa de venture capital norte-americana Sequoia Capital já sinalizava com a possibilidade de atuar no Brasil, segundo o jornal The New York Times.

Um dos colaboradores da Sequoia, David Velez, estava com visita marcada para o país em julho para estudar a abertura de um escritório em São Paulo.

Outra publicação, o Financial Times, chegou a ressaltar o mercado de Internet brasileiro como o maior propulsor do interesse americano.

Para exemplificar, o jornal citou Kevin Efrusy, do Accel Partners, que fez os primeiros investimentos de sua firma no Facebook e no Groupon,  partindo depois para a aportes em quatro brasileiras, entre elas Elo7 e Kekanto.

Outros nomes do Vale do Silício a pousar no Brasil foram a Insight Venture Partners e a Benchmark Capital.