App deve chegar aos clientes no primeiro semestre de 2020. Foto: divulgação.

O banco digital Agibank está em fase de testes com o seu novo aplicativo, que já está sendo usado por parte dos colaboradores da instituição. Com aposta na navegabilidade, intenção do projeto é atingir diferentes públicos.

Até o final de 2019, a aplicação deve ser disponibilizada para todo público interno e, no primeiro semestre de 2020, os clientes devem ter acesso à novidade.

Segundo o banco, o objetivo do período é aumentar gradativamente o número de usuários, aprimorando as funcionalidades do aplicativo. Ele foi desenvolvido ao longo de 2019 pela equipe de experiência do usuário do Agibank.

“O que o usuário mais sentia falta era conversa, a experiência, como se estivesse em um ponto de atendimento físico. A forma de navegação que desenvolvemos não vai ser um chat, mas é como se fosse uma conversa,” explica Fernando Castro, diretor de tecnologia e produtos do Agibank.

O diretor explica que o foco não foi entender os outros aplicativos de bancos, mas aqueles de uso global, trazendo elementos inspirados em apps como Instagram, Facebook e Spotify.

Os detalhes devem estar nos menus e em funções como o uso apenas do polegar para navegação.

Outro conceito trazido à nova plataforma é o que a equipe chama de design para extremos, uma personalização criada usando machine learning.  

A partir do comportamento de uso, o aplicativo se adapta ao usuário, dando mais destaque aos itens mais importantes para ele, como crédito ou investimentos, por exemplo.

As cores também têm um papel importante no novo projeto. Inicializando o app com o azul da marca do banco, o restante do layout tem os tons do semáforo como referência, associados a cada tipo de mensagem. 

Avisos como ofertas e operações concluídas são apresentados em verde. Se o cliente está quase atingindo o limite do cartão de crédito, a cor laranja serve como alerta. Já o vermelho aparece em situações como o esquecimento do débito automático da fatura.

O trabalho da equipe do Agibank começou em março de 2018 através de uma pesquisa que envolveu 15 mil respostas, contando com entrevistas em profundidade e etapa quantitativa. 

A pesquisa foi feita em diferentes formatos, como e-mail, telefone e pontos presenciais. Como amostra, foram selecionados grupos específicos de pessoas, de diferentes idades e níveis de utilização dos canais digitais. A maioria era cliente da instituição.  

Em julho deste ano, um estudo da Idwall revelou a insatisfação dos usuários de bancos digitais com relação ao cadastro. O Agibank foi um dos seis bancos brasileiros com avaliação negativa para mais da metade dos pesquisados.

A principal reclamação foi relacionada a ferramentas de selfie e captura de dados. 

“Esses são dois grandes desafios e essa nova experiência traz embarcada uma tecnologia que deixa esse processo mais fluido, muito mais ágil”, afirma o diretor.  

Bem avaliado no estudo com relação à burocracia, o Agibank diz que tenta manter o equilíbrio entre as obrigações legais e a facilidade para o cliente através da introdução de mais tecnologia. 

A estratégia do aplicativo vai se estender para as outras plataformas de contato com os clientes, como o internet banking. 

Com sede em Porto Alegre, o Agibank é um banco digital que começou em 1999 como uma financeira chamada Agiplan, até então concentrada no mercado de empréstimos pessoais.

No começo de 2016, incorporou o Banco Gerador, se tornando também um banco. Em 2018, mudou para o nome atual para dar uma guinada digital. 

Em termos de tecnologia, o passo mais ousado foi o lançamento do Agipag, um sistema de micropagamentos móveis, no final de 2016.

Hoje disponibiliza, por meio de rede de parceiros, mais de 30 mil terminais para saque e mais de 2 milhões de estabelecimentos credenciados para pagamento via QR Code.