Givanildo da Luz, presidente da Saque e Pague.

O Banestes, banco estadual do Espírito Santo, fechou um acordo com a rede de autoatendimento multisserviços Saque e Pague para instalar 10 caixas eletrônicos da companhia na região metropolitana de Vitória.

A instituição financeira capixaba é a terceira a assinar um acordo do tipo com a Saque e Parque. A primeira foi o Banrisul, no Rio Grande do Sul, seguida pelo Banese, no Sergipe e o Banpará, no Pará.

A Saque e Pague tem comido pelas beiradas quando o assunto é parcerias com bancos, fechando acordo com instituições em estados relativamente pequenos. 

O maior é o Rio Grande do Sul, onde a empresa foi fundada, com 11 milhões de habitantes. O Pará tem 8,1 milhões, o Espírito Santo 3,9 milhões e o Sergipe apenas 2,2 milhões.

O Banestes está em um estado pequeno, mas tem pensado em tecnologia. Recentemente, fechou um acordo com a First Data, multinacional de serviços e tecnologias de pagamentos, para disponibilizar aos seus clientes a solução de pagamento eletrônico Bin.

Com forte atuação no Espírito Santo, o Banestes é o sétimo banco do país em número de correntistas, e mantém a maior rede de atendimento bancário nos 78 municípios do território capixaba.

Além dos bancos, outra frente de expansão da Saque e Pague são acordos fechados diretamente com a Saque e Paque com estabelecimentos. Ao todo, a empresa tem cerca de 150 caixas em operação, um terço deles no Rio Grande do Sul.

O diferencial dos ATMs da Saque e Pague é a capacidade de “reciclar” cédulas, fazendo com que notas utilizadas para pagar uma conta ou agora fazer um depósito sejam disponibilizadas imediatamente para saques de outros consumidores.

Para um estabelecimento como um posto de gasolina, por exemplo, colocar seu dinheiro físico num caixa da Saque e Paque significa se livrar da responsabilidade de gerenciar a segurança desse dinheiro.

A Saque e Pague tem feito acordos para dotar os caixas de serviços que outros players não oferecem para uma gama ampla de clientes.

Eles vão desde a possibilidade de fazer depósitos nas contas do Vivo Zuum, serviço de pagamentos móveis criado pela Vivo e Mastercard, até a transferência de dinheiro para contas correntes para pessoas que não tem elas mesmas uma conta bancária (um contigente de 55 milhões no país).

O uso de caixas com a capacidade de reciclar células já é discutido entre bancos brasileiros há uma década, mas nunca decolou.

A Saque e Pague está fazendo a aposta mais ousada no tema: o objetivo é ter instaladas 3 mil unidades até 2017, por meio de um plano de investimento de R$ 20 milhões. 

A companhia é o novo empreendimento de tecnologia do no grupo Ernesto Corrêa, que no ano passado fechou a venda da processadora de cartões GetNet para o Santander por R$ 1 bilhão.

Além do cacife de Correa, a Saque e Pague reforçou seu posicionamento vendendo no final de agosto 40% da empresa para a Stefanini.

Segundo Givanildo da Luz, presidente da Saque e Pague, a aliança vai agregar ao portfólio Saque e Pague um leque de produtos inovadores que a Stefanini possui, tais como o processo de compensação de cheques por imagem, BPO e telecom.