Cadê as bitcoins? Foto: divulgação.

O Mt. Gox, um dos maiores sites de câmbio de Bitcoin no mundo, saiu do ar nesta segunda-feira, 25, suspendendo suas atividades de troca de moeda digital e resultando no "desaparecimento" de aproximadamente 744,408 bitcoins - algo em torno de US$ 346 milhões.

Devido à queda do site, a moeda também registrou baixa em sua cotação, desvalorizando 14% e indo para US$ 465, um valor que não era visto desde novembro. Em sites brasileiros como o Bitinvest, a cotação despencou de R$ 1,420 para R$ 1.240 por bitcoin.

E a coisa complica: segundo relatos de usuários, nas últimas semanas o site estava suspendendo o saque de moedas, alegando problemas em seu sistema. A informação é do Business Insider.

Para explicar o incidente, a Bitcoin Foundation destacou que o Gox, sediado no Japão, decretou a sua falência.

“Estamos chocados por saber da alegada falência do Mt. Gox. Enquanto estamos incapazes de comentar se o Mt. Gox empregou ou não as melhores práticas e procedimentos de negócios, garantimos que o protocolo Bitcoin está funcionando adequadamente", divulgou a fundação.

Segundo especialistas, a queda do website representa 6% de todas as bitcoins atualmente em circulação na rede. Segundo um documento apresentado por fontes ao New York Times, as moedas teriam sido roubadas do site ao longo de anos.

O caso do Mt. Gox acendeu a luz vermelha sobre a confiabilidade dos sites de câmbio de Bitcoin. Para tranquilizar os compradores, seis grandes organizações - Coinbase, Kraken, Bitstamp.net, BTC China, Blockchain.info e Circle - que apoiam a moeda divulgaram um comunicado, afirmando que estão lutando para "recuperar a integridade da comunidade".

"Esta trágica violação de confiança dos usuários do Mt. Gox foi o resultado das ações de uma companhia e não reflete o valor da bitcoin e a indústria do dinheiro digital. Temos centenas de empresas confiáveis e responsáveis envolvidas na bitcoin. Assim como em qualquer indústria, existem certos maus elementos que precisam ser eliminados, e isso é que estamos vendo hoje", diz o comunicado.