Banco empresa game no treinamento de estagiários. Foto: divulgação.

O banco Santander desenvolveu, em parceria com a empresa do segmento de gamificação Aennova, um jogo virtual para integrar seus novos estagiários.

Denominada “Estagiário Santander”, a plataforma visa estimular a colaboração dos próprios estagiários da instituição que contribuíram com o conteúdo do serious game.

Mais de 500 estagiários já concluíram o game, que simula situações reais, colocando o jogador diante de desafios e recompensas para conquistar, usando linguagem e ilustrações em estilo de história em quadrinhos.

O game também tem como objetivo traduzir de forma lúdica conteúdos como a missão e visão da companhia, assim como direitos e deveres dos estagiários.

A iniciativa, primeira do banco a usar gamificação, partiu da necessidade do banco de ter uma ferramenta mais atual onde o estagiário pudesse conhecer a instituição melhor.

A escolha da plataforma gamificada foi para suprir uma lacuna de treinamento, pois o banco já havia tentado outros mecanismos virtuais, como o e-learning.

Entretanto, foi identificado em alguns focus groups que eles achavam o formato do e-learning pouco interessante, afirma Renata Beretta, superintendente de RH do banco.

“Sentimos a necessidade de falar a mesma linguagem do público jovem", explicou a executiva, que afirmou que a empreitada de criar um curso mais dinâmico e interativo corresponde às características das gerações Y e Z.

O serious game está disponível para os 2,4 mil estagiários do Banco Santander, apesar de ter sido construído como parte do programa de integração dos novos profissionais.

FUNCIONA?

Por mais que iniciativas nas área de gamificação sejam uma tendência que chega para aperfeiçoar o treinamento e o estímulo dos profissionais, nem tudo são flores.

Um estudo do Gartner aponta que 80% das aplicações de gamificação usada em ambientes de trabalho vão falhar até 2014, mas não é pelo motivo que você está pensando.

Segundo a consultoria, projetos de gamificação são válidos, mas muitas empresas ainda não estão investindo o suficiente no design destes jogos, criando experiências simplórias e superficiais para seus funcionários.

Para o Gartner, só criar desafios e recompensas como medalhas não é o suficiente.

"Focar demais em dar recompensas inúteis falha em proporcionar aos clientes funcionários o estímulo para mudar comportamentos ou aprender novas habilidades. O objetivo é criar jogos com foco em motivação, e muitas companhias ainda não chegaram lá", destaca o Gartner.