IDV tem associados como B2W, Carrefour, Centauro, Boticário e Burger King. Foto: Pexels.

O Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), grupo que representa a maior parte do setor no Brasil, pediu ao governo a suspensão da cobrança de impostos municipais, estaduais e federais pelos próximos 120 dias por conta da paralisação da economia.

Segundo o site Brazil Journal, a ideia é que as empresas possam adiar o pagamento de impostos das competências de março, abril, maio e junho, que depois seriam pagos em seis parcelas a partir de julho.

A proposta foi encaminhada ao Ministério da Economia, à Câmara dos Deputados e ao Senado.

“Não estamos pedindo isenção, estamos pedindo uma prorrogação por causa do caixa, para recomeçarmos a pagar quando a economia já estiver voltando a se recuperar”, afirmou Marcelo Silva, presidente do IDV, ao Brazil Journal.

Durante o período de isolamento, o IDV também está pedindo a abertura de pequenos espaços nas lojas para operacionalizar o chamado click and collect, modalidade de venda em que o consumidor compra no e-commerce e retira o produto na loja.

Para o site, a abertura seletiva também seria importante para permitir o pagamento de carnês, uma artéria central para o fluxo de caixa de empresas como a Via Varejo.

“Se com uma semana parada as grandes empresas já estão sentindo o impacto, imagina o pequeno varejo”, acrescentou Silva.

Ainda de acordo com a publicação, os ajustes na lei trabalhista pedidos pelo grupo já foram quase todos atendidos com a MP 927.

As medidas foram debatidas pelos 70 associados da entidade, que representa nomes como B2W, Carrefour, Centauro, Boticário e Burger King.

Juntas, as empresas do IDV faturam mais de R$ 345 bilhões e empregam 750 mil funcionários em 30 mil lojas.