Genefa Murphy. Foto: Baguete.

Para a HP, o mercado de mobilidade corporativa tem um grande potencial no Brasil. Na visão da multinacional, que vem investindo pesado na oferta de produtos e soluções neste segmento, o país já está atento a novidades como BYOD e nuvem corporativa, mas ainda está longe do ideal.

Quem diz isso é Genefa Murphy, gerente de Produto e Tecnologias da HP Software. Segundo a executiva, companhias da América Latina, especialmente Chile e Brasil estão se movimentando quando se trata de mobilidade.

No entanto, ainda falta um uso inteligente e eficiente destas aplicações.

"Temos uma escala de 0 a 5, sendo zero o desconhecimento total destas tecnologias e 5 uma maturidade total de aplicações móveis no corporativo. Para nós, a média brasileira ainda está na casa do 1", dispara Murphy.

Para explicar isso, ela destaca que muitas empresas investem em soluções para conferir mais mobilidade às suas operações, mas não estabeleceram práticas e planos para capitalizar o potencial que elas podem trazer.

"Vejo que há muito entusiasmo e interesse em fazer isso acontecer, mas às vezes empresas acabam se antecipando e implantando soluções de BYOD que acabam trazendo mais problemas do que realmente melhorando suas operações", frisa.

A opinião da executiva da HP é fundamentada. Segundo pesquisa da eBusiness Brasil, 39% das organizações já permitem o BYOD Bring your own Device e, por tabela, já contabilizam os ganhos dessa convergência.

No entanto, 69% dos entrevistados ainda acreditam que o uso de dispositivos móveis pessoais traz risco à segurança dos dados corporativos.

Muitas organizações admitem que suas equipes não estão preparadas para atender os requisitos de proteção e de adoção de políticas de segurança da informação.

Para trazer uma maior conscientização para as empresas e desenvolvedores de aplicações móveis corporativas, a HP lançou um programa de parceiros, o Enterprise Mobile Software Partner Program, que disponibiliza conteúdos e produtos específicos via a plataforma de criação HP Anywhere e a biblioteca do HP Access Catalog.

O programa de parcerias, iniciado em abril, fornece às empresas parceiras treinamentos, certificações e ferramentas de venda e marketing.

Segundo Murphy, embora o programa também contemple desenvolvedores e apps para consumidor final, é uma oportunidade para empresas e desenvolvedores aprimorarem suas soluções corporativas.

"Queremos trabalhar com parceiros selecionados para definir e espalhar boas práticas sobre o que constitui uma boa experiência móvel para empresas", destaca a gerente, que aponta o Brasil como um dos principais alvos. De acordo com a executiva, o país é o quinto lugar em downloads no Access Catalog.

Mundialmente, o prospecto neste segmento é animador para a HP. Segundo o IDC, até o final de 2014, cerca de US$ 40 bilhões devem ser movimentados. No entanto, a briga é grande. Rivais no software como IBM, Dell, SAP, entre outras, também estão de olho.

"Notamos que há uma grande oportunidade para parceiros. Queremos apoiá-los para que desenvolvam suas expertises em mobilidade e que tirem vantagem desta revolução no consumo móvel", completa.

Leandro Souza viajou a São Paulo para o HP World Tour a convite da HP.