Banco é pioneiro na América Latina. Foto: divulgação.

O Itaú é o primeiro banco da América Latina a participar do consórcio R3, uma iniciativa que reúne 42 duas instituições financeiras de todo o mundo para desenvolver projetos relacionados a tecnologias de registros compartilhados baseados em Blockchain.

A iniciativa,comandada pela startup americana R3CEV, começou em setembro do ano passado com nove bancos:  Barclays, BBVA, Commonwealth Bank of Australia, Credit Suisse, Goldman Sachs, J.P. Morgan,Royal Bank of Scotland, State Street e UBS.

Um blockchain é um banco de dados distribuído, no qual novos registros de transação estão linkados entre si por marcadores de tempo compartilhados. Cada bloco, acessível por todos os participantes, contém o registro de uma série de transações.

A tecnologia ficou conhecida por ser a base do bitcoin, criptomoeda eletrônica que tem sido uma febre no setor financeiro nos últimos anos, mas o princípio pode ser utilizado numa série de sistemas financeiros ou qualquer outra situação que demande registros públicos confiáveis.

“A tecnologia tem outras aplicações que possibilitam novos modelos de negócios, agilidade e eficiência em um ambiente seguro, de forma descentralizada, garantindo rastreabilidade das transações e autenticidade das partes envolvidas”, aponta o Itaú em nota.

No que vai de ano, o R3 já anunciou três testes bem sucedidos envolvendo bancos participantes da iniciativa. O último deles contou com tecnologias da Eris Industries, IBM, Intel e Chain para facilitar a negociação de instrumentos de débito.

Esse experimento foi a continuação de um primeiro feito com 11 bancos, usando Ethereum hospedado na nuvem Azure da Microsoft.

“Estamos certos de que essas inovações trarão benefícios para nossos clientes e ganhos reais de eficiência para o setor como um todo”, afirma Márcio Schettini, diretor-geral de Tecnologia e Operações do Itaú. 

O Itaú é o maior banco privado do Brasil, com 90 mil colaboradores, mais de 5 mil agências e PABs, e quase 26 mil caixas eletrônicos.