O e-commerce brasileiro fechou 2016 com faturamento de R$ 44,4 bilhões. Foto: Divulgação.

O e-commerce brasileiro fechou 2016 com faturamento de R$ 44,4 bilhões, crescimento nominal de 7,4% em relação ao registrado em 2015. Apesar do aumento, a taxa é menor do que a alcançada nos últimos anos.

Em 2015, o setor movimentou R$ 41,3 bilhões – 15,3% a mais que em 2014. Já em 2014, segmento de e-commerce apresentou crescimento de 24% em relação a 2013.

No acumulado dos últimos cinco anos, o setor cresceu 156%. O resultado do ano passado significa o menor crescimento registrado pelo comércio eletrônico desde o início da série histórica, em 2001.

A expectativa para 2017 é voltar a aumentar o índice de crescimento. De acordo com Gerson Rolim, diretor de comunicação da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), o e-commerce deve fechar o ano com alta de 12% a 13%, mesmo diante da perspectiva de PIB negativo. 

Para ele, a melhor base de avaliação do e-commerce não é o comparativo do desempenho com os macrossetores da economia, mas sim com os setores de atividades afins. 

A indústria eletroeletrônica, que depende muito o comércio eletrônico, registrou queda de 11% no ano passado, em função da retração nas vendas de celulares e tablets (-10%), de desktops e notebooks (-23%) e de infraestrutura de telecomunicações (-15%). No mesmo período, o varejo registrou baixa de 6,2%, enquanto o e-commerce teve alta.

“Diante desse cenário de recessão e elevadíssimas taxas de desemprego, que incapacitam para o consumo quase 13 milhões de brasileiros, o desempenho do e-commerce tem que ser festejado”, avalia Rolim.

O desempenho segue atraindo novos empreendedores para o segmento. Por dia, são criadas 500 lojas virtuais no país, segundo as empresas de plataformas de e-commerce. A maioria dessas lojas é comandada por micro e pequenos empresários.

“Se apenas 25% desses novos empreendimentos forem bem-sucedidos, ainda assim será benéfico para o setor e para a economia como um todo”, conclui Rolim.