Foto: nucleodeeventosjoinville.blogspot.com.br

A Siemens vai instalar em Joinville, com investimento de R$ 50 milhões, sua 14ª fábrica no país, com foco na área de saúde, como parte da divisão de Healthcare.

Na cidade catarinense, e planta irá produzir equipamentos de medicina por imagem, ressonância magnética, tomografia e radiografia, entre outros.

A meta é iniciar as atividades da Siemens Healthcare na nova unidade ainda este ano, no segundo semestre, com capacidade produtiva de até 300 equipamentos/ano.

Conforme o presidente da divisão de saúde da Siemens no Brasil, Armando Lopes , a aposta no Brasil se deve ao país ser o sexto maior mercado de saúde domundo.

Tanto que, além de Santa Catarina, a companhia também fechou parcerias em São Paulo, como com a Faculdade de Medicina da USP para troca de conhecimentos em medicina diagnóstica, e anunciou para ainda este ano a abertura no Rio de Janeiro de um centro de P&D voltado a óleo e gás.

Para os próximos cinco anos, a empresa já anunciou investimentos de US$ 1 bilhão no país, não só em saúde, mas também, nos setores de energia, indústria, infraestrutura e cidades digitais.

De acordo com o presidente da Siemens no Brasil, Paulo Stark, a sinalização do governo federal sobre possíveis reduções de juros foi impulso para a expansão dos investimentos da empresa, que por aqui fechou 2011 com receita de US$ 2,8 bilhões.

No caso de Santa Catarina, o foco em saúde chama a atenção: além da Siemens, outras empresas, como Intel e Philips, já investiram no setor no estado.

A Intel Capital, divisão de investimentos da fabricante de chips, anunciou em dezembro de 2011 sua entrada no mercado de TI para saúde na América Latina com aporte na Pixeon, que tem sede em Florianópolis e é especista em PACS (sigla em inglês para Sistema de Gestão de Imagens Médicas).

Conforme declarou na época David Thomas, diretor Executivo da Intel Capital para a região, a tecnologia da empresa catarinense tem em aberto um mercado de mais de 14,5 mil hospitais e clínicas no Brasil.

Com o aporte da Intel, cujo valor não foi revelado, a Pixeon projeta crescer não só no país, mas também em locais como Argentina, onde já fixou um representante, e, a partir de 2013, partir para outros países, segundo o CEO da companhia, Fernando Peixoto.

Isso não só com o aporte da Intel: a estratégia da empresa também se baseia em uma injeção de R$ 5 milhões, dos quais R$ 3 milhões são provenientes de subsídios da Finep e CNPq e o restante é de caixa próprio.

O montante será destinado, até o fim de 2013, a incrementos da oferta de diagnóstico médico digital.

No caso da Philips Healthcare, o investimento foi a compra da Wheb Sistemas, de Blumenau, no começo do ano passado.

A adquirida é focada em ERP para a saúde e, segundo declarou à época da compra o CEO da Philips Healthcare, Steve Rusckowski, será o “combustível do crescimento na região nos próximos anos”.

A gigante de origem holandesa também comprou outras companhias de TI para saúde no Brasil, como a paulista Tecso.

Com isso, ambas adquiridas passaram a integrar o segmento de Patient Care and Clinical Informatics da divisão Healthcare, o que ampliou o portfólio de sistemas de gestão clínica da européia, que projeta alcançar nada menos do que a “liderança em sistemas de imagem e negócios de cuidados com o paciente na América Latina”, conforme Rusckowski.