Tesa entra no mercado MVNO.

A Tesa Telecom, operadora de Porto Alegre com sedes também em São Paulo e Rio de Janeiro, anuncia um projeto piloto de MVNO, as chamadas operadoras virtuais, para entrega de serviços quadri-play em todo o país.

A iniciativa envolve parcerias com a Algar Telecom, com acordos de roaming que ampliam a rede de entrega dos serviços, Transtelco, que atua como MVNE (Mobile Virtual Network Enabler), com base na plataforma de billing da Capernow e em soluções da camada de telecom da Bichara e Orange Tecnologia.

De acordo com Rodrigo Vian, diretor da Transtelco, a plataforma toda já foi integrada, testada e está funcionado em modelo “as a service” na Tesa e, inicialmente, foca a oferta de serviços machine-to-machine (M2M).

Em um segundo momento, que depende de aprovação da MVNO pela Anatel, a meta é entrar também na área de voz.

“Os 100 primeiros sim cards do projeto piloto já estão funcionando, registrados no nosso HLR e sendo bilhetados pela nossa platafoma”, comenta Vian. “A Capernow fornece a plataforma de billing, que garante cross disconting e billing de multi serviços com ferramentas de suporte integradas”, completa.

COMO SERVIÇO

O executivo explica que a plataforma toda, incluindo a camada fornecida por Bichara e Orange, já foi integrada, testada e está funcionado em modelo “as a service” na Tesa.

A oferta como serviço é especialidade da Transtelco: em setembro do ano passado, a companhia lançou o Projeto MNVO as a Service, com oferta de tecnologias, infraestrutura e serviços para gestão e entrega dos portfólios da operadoras virtuais.

“Com isso, interessadas em ser operadora virtual não precisam investir em estrutura própria”, destaca Vian. “Entramos com apoio técnico, operacional e de serviços, pois não basta obter a licença de operação junto à Anatel e depois não saber o que fazer para colocar a MVNO em operação”, avisa.

A Transtelco também atende a este mercado com projetos MVNE (Mobile Virtual Network Enabler).

MERCADO EM ASCENSÃO

O presidente da Tesa, Roberto Miranda, detalha que a empresa já é detentora de outorgas de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado), com foco no segmento corporativo.

A nova aposta da companhia, que também atua na gestão de telecom e infraestrutura, mira um mercado que, segundo dados da consultoria Europraxis deverá faturar R$ 3,5 bilhões até 2015, somando entre 10 milhões e 15 milhões de usuários no Brasil.

Publicado em novembro de 2010 pela Anatel, o regulamento de MVNOs no Brasil permite que empresas sem frequências de rede operem no setor através de acordo com uma operadora móvel.

As primeiras licenciadas pela agência reguladora para atuar com este modelo no país foram Porto Seguro e Sermatel, ambas em parceria com a TIM.

Depois disso, Virgin Mobile e Datora, além da francesa Sisteer, também anunciaram MVNOs por aqui.

NA PARCERIA

No caso da Tesa, o piloto nesta área é mais um tiro no alvo da expansão de portfólio via parcerias.

Em maio passado, a operadora gaúcha anunciou uma aliança com a Siemens EC e Go2neXt para venda de soluções de telecomunicações de empreendimentos comerciais.

A meta, conforme Miranda, é maximizar a oferta de recursos em pacotes, incluindo soluções de colaboração, por exemplo.

A Tesa oferece serviços de telefonia fixa digital baseada em redes IP, telefonia IP baseada em celulares Nokia, locação de ramais com PABX analógico ou digital e ramal IP.

Outras ofertas são o Tesa Recado (anúncios via mensagem de voz para celular), Tesa 0800 (com terminação IP), Tesa 4007 (número unificado para chamadas a partir de qualquer local, com terminação IP), além de suporte em TI (configuração e gerenciamento de rede, instalação e configuração de softwares, além de serviço de backup).