Frota de POA é de quase 4 mil táxis. Foto: Cristine Rochol/PMPA.

Foi assinado na tarde de quinta-feira, 24, o contrato para utilização de GPS na frota de táxis de Porto Alegre. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) firmou acordo com a Show Tecnologia do Brasil, vencedora da licitação. O valor - pago sob regime de comodato - será de R$ 49,59 por carro.

Considerando a frota atual de táxis na cidade, composta por 3.921 veículos, o valor total é de R$ 194.442,39.

O início da instalação e operação dos equipamentos acontecerá em outubro deste ano. Segundo o contrato, a empresa poderá prestar o serviço de monitoramento por até cinco anos. 

“Com o rastreamento por 24 horas poderemos mapear onde há falta ou excesso de táxi e redistribuir os veículos em mais pontos da cidade. Outro quesito importante é a segurança. Para o taxista e usuários será possível acionar um botão de pânico em caso de risco. Também teremos ações de fiscalização mais qualificadas, facilitando a localização dos veículos por parte da EPTC”, afirmou Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC. 

Após um ano de instalação do sistema de GPS, a EPTC pretende realizar um estudo para verificar a necessidade ou não de ampliação da frota, com a possibilidade de criar novos prefixos, se for necessário.

No total, 11 empresas participaram do pregão organizado pela EPTC.

O processo de instalação de GPS nos carros já é abordado há algum tempo.

Em maio do ano passado, o vereador Alberto Kopittke (PT) apresentou um projeto de lei para abrir ao público os dados obitidos pelo monitoramento dos táxis de Porto Alegre via GPS.

A iniciativa foi feita através de uma emenda ao projeto da EPTC e do Sindicato de Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) para instalar equipamentos de GPS nos veículos em circulação na cidade.

Na época, nem a EPTC nem os representantes de taxistas concordaram com a ideia, alegando que poderia ser uma invasão à privacidade dos taxistas.

"Não há um ganho claro nem objetivo estratégico com esta proposta, sem contar que há o risco destas informações serem usadas em má fé", ressaltou Capellari.

No entanto, o diretor ressaltou, na época, que os dados, embora fechados para o público em geral, seriam abertos para o uso dos permissionários dos táxis.

"Se eles desejam usar estas informações do GPS para criar uma aplicação comercial e melhorar seu serviço, eles podem", afirmou.