Rede 4G no Brasil só funciona, em média, na metade do tempo. Foto: Pexels.

Um estudo da consultoria OpenSignal, que mede a conexão de banda larga móvel no mundo, revela que a rede 4G no Brasil só funciona, em média, na metade (53%) do tempo.

Segundo dados da consultoria, o Brasil está abaixo de diversos países da América Latina, como Uruguai (81%), Peru (66%), México e Bolívia, ambas com 61%, além de Colômbia (59%). 

Os países da região estão bem longe dos primeiras colocados, como Coreia do Sul, com 97%, e Japão (90%), segundo divulga o Globo.

“Parte da razão para que o sinal de 4G (LTE) seja escasso no Brasil é porque as empresas não investem de forma tão agressiva quanto nos outros países. O 4G foi lançado há alguns anos no Brasil e a disponibilidade ainda é relativamente baixa em relação a outros países da América do Sul. Porém, é muito mais fácil construir uma rede em países menores do que em um país como o Brasil”, afirma Kevin Fitchard, analista da rede OpenSignal.

Segundo ele, a rede 4G foi construída em frequências mais altas (de 1.800 MHz e 2.600 MHz), que permitem coberturas mais curtas. Já em países como os Estados Unidos, onde a disponibilidade de 4G é de 81%, é utilizada faixa de 700 MHz.

“A boa notícia é que as empresas brasileiras já estão construindo suas redes em 700 MHz”, completa.

O Brasil fechou o mês de maio com 36 milhões de celulares com acesso ao 4G, segundo dados do Telecom. No mesmo período de 2015, esse índice estava em 11 milhões de aparelhos.

A Vivo é lider de market-share no 4G, com 36%. No segundo lugar está a TIM, com 28%, seguida por Claro (19%) e Oi (12%).