Responsável é administrador do perfil Anoncyber & Cyb3rgh0sts, ligado ao Anonymous. Foto: flickr.com/photos/eurritimia.

Foram identificados os três adolescentes que invadiram o site da PM, no dia 12, e divulgaram dados de 50 mil policiais militares do estado do Rio de Janeiro.

Os jovens têm 16 anos e moram em São Paulo. Eles afirmaram não concordar com a ação da PM do RJ durante as manifestações e, por isso, realizaram o ataque. Dois deles são administradores do perfil Anoncyber & Cyb3rgh0sts, ligado ao Anonymous.

A polícia informou que um dos jovens é morador da cidade de Assis e os outros vivem nos bairros Grajaú, na Zona Sul da capital, e Vila Aliança, na Zona Leste. Eles se conheciam apenas virtualmente.

O delegado Gilson Perdigão da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio informou ao jornal O Globo que o morador da Vila Aliança foi responsável pela invasão ao site. Ele criou um programa, baixou os arquivos, hospedou em um site da Nova Zelândia, para dificultar a localização do IP, e depois compartilhou o link no perfil do Anoncyber & Cyb3rgh0sts.

O jovem do Grajaú usou a mesma ferramenta para baixar os dados do site, mas não chegou a disponibilizar as informações. Já o morador de Assis tentou a invasão, mas não teve sucesso.

Os adolescentes tiveram seus computadores apreendidos e foram autuados com base na Lei Carolina Dieckmann. Neste caso, a pena pode variar de 6 meses a 2 anos de detenção, segundo o artigo 154-A.

Com a frase “Polícia Rio de Janeiro exposed” e a imagem da máscara do V, de vingança, informações como nome completo, CPF, RG, e-mail, telefones e endereços foram expostos no Facebook.

O presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio, Vanderlei Ribeiro, disse ao site SRZD que os policiais estão em perigo.

“Imagine o tráfico ter acesso a esses dados, como fica a situação? O policial não vai ter mais a tranquilidade para trabalhar, sabendo que algum criminoso pode se vingar ameaçando sua família. É uma situação delicada, está todo mundo preocupado", ressaltou Ribeiro.

O presidente informou ainda que irá acionar o MP para que a investigação ocorra de forma transparente. Os servidores podem entrar na justiça pela exposição ao perigo e vazamento de informações. O valor das indenizações pode variar dependendo da função exercida por cada PM.